Governo dos Açores atento às implicações da saída do Reino Unido da União Europeia

Governo dos Açores atento às implicações da saída do Reino Unido da União Europeia

 

Susete Rodrigues/AO Online   Regional   18 de Fev de 2019, 18:00

O secretário regional Adjunto da Presidência para as Relações Externas afirmou, esta segunda-feira, em Ponta Delgada, que o Governo dos Açores está atento à saída do Reino Unido da União Europeia e às implicações que uma eventual saída sem acordo possa ter para a Região.


“Evidentemente que teremos um impacto indireto desta saída da Grã Bretanha da União Europeia porque fazemos parte da União Europeia e há muito impacto em relação ao todo europeu”, considerou Rui Bettencourt, que falava aos jornalistas à margem da reunião da Comissão Interdepartamental para os Assuntos Europeus e Cooperação Externa (CIAECE), sublinhando que “não haverá nenhum impacto particular em relação aos Açores”.


Segundo nota do executivo, para o governante, “pode haver algum impacto, mas são pequeníssimos impactos que não têm a dimensão que terá, por exemplo, na Madeira em relação ao turismo ou no Algarve, ou que terá em relação a algumas indústrias no todo nacional".



O titular da pasta das Relações Externas adiantou ainda que, neste caso, “não serão necessárias medidas particulares”, mas salientou que “pode haver ajustamentos aqui ou ali, à medida que o 'Brexit' se for efetivando e em relação às condições que houver dessa saída”.



Rui Bettencourt disse ainda, citado na mesma nota, que nesta reunião da CIAECE, que contou com a participação de vários departamentos do Governo, além do 'Brexit' e do Plano de Preparação e Contingência para a saída do Reino Unido da União Europeia, também foi abordado o Quadro Financeiro Plurianual 2021-2027, numa altura em que o Parlamento Europeu, a Comissão e o Conselho “vão entrar em fase de diálogo e num debate a três”.



Para o secretário regional, os próximos tempos serão de “atenção, sensibilização e influência em relação aos Estados Membros”, embora persistam algumas dúvidas em relação ao próximo Parlamento e à aprovação do Quadro Financeiro tendo em conta o facto de haver eleições europeias a 26 de maio.


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