Governo dos Açores anuncia abertura de 954 vagas na Administração Pública

Governo dos Açores anuncia abertura de 954 vagas na Administração Pública

 

Lusa/AO Online   Regional   13 de Fev de 2019, 16:02

O Governo dos Açores vai abrir este ano 954 novas vagas da administração pública regional direta e indireta, para suprir necessidades em setores da Saúde e da Educação, anunciou o vice-presidente do executivo, Sérgio Ávila.

"Autorizámos, para 2019, a abertura de 954 novos concursos para a Administração Pública Regional", explicou o governante, no plenário da Assembleia Regional, na cidade da Horta, durante um debate de urgência sobre precariedade laboral, proposto pelo Bloco de Esquerda (BE).

De acordo com o governante, dessas quase mil novas vagas, 377 são para assistentes operacionais, 240 para técnicos superiores, 165 para assistentes técnicos, 60 para enfermeiros, 26 para médicos, 25 para técnicos de informática e 15 para terapeutas da fala.

"Destes 954 concursos, 680 correspondem a contratos de trabalho por tempo indeterminado e 254 a termo certo, por motivos de substituição ou outros", esclareceu ainda o titular da pasta do emprego na região, para quem estas novas vagas vão ajudar a "reforçar, rejuvenescer e qualificar" a administração pública regional.

Mas Paulo Mendes, deputado do BE que suscitou o debate de urgência sobre precariedade, estava mais preocupado com o processo de regularização de precários na administração pública, que considera ter sido "uma farsa".

"O processo de regularização de precários na administração regional, segundo dados oficiais, resultou numa integração de nem 80 trabalhadores. Foi, pois, uma farsa e um embuste para evitar que se aplicasse o PREVPAP à região", denunciou o parlamentar bloquista.

Já Sabrina Furtado, deputada do PSD, lamentou que o Governo socialista ande a reboque dos partidos da oposição, anunciando novas vagas na administração pública regional, apenas porque o BE suscitou um debate de urgência sobre precariedade laboral.

"Eu acabo por ficar muito satisfeita, senhor vice-presidente, porque, de cada vez que as oposições lhe dão um aperto no sítio certo, o senhor apressa-se logo a vir dizer que já tem uma solução", frisou a deputada social-democrata, acrescentando que "já ninguém acredita" nos anúncios de Sérgio Ávila.

Mas Graça Silva, deputada da bancada do PS, lembrou que o seu partido tem vindo a realizar várias iniciativas e encontros com vista à criação de "empregos com direitos" e atualização das tabelas salariais.

Segundo explicou, a intenção é que haja "emprego mais estável, melhor remunerado e mais qualificado", de forma a tornar as carreiras "mais apelativas" para que se garanta "um melhor serviço possível".

Apesar disso, João Paulo Corvelo, deputado do Partido Comunista, lamentou que haja uma "proliferação" de situações de precariedade laboral na região, tanto no setor público como no setor privado.

"Hoje em dia, já quase ninguém contrata trabalhadores. Arranja-se um estagiário ou um desempregado de longa duração, que ficará no lugar apenas alguns meses. Depois vem outro", referiu o parlamentar do PCP, lamentando que existam pessoas que "sobrevivem, há anos, neste autêntico carrossel da precariedade".

Para Rute Gregório, deputada do CDS, os Açores estão "longe" dos resultados que almejavam, em matéria de emprego e de combate à precariedade laboral.

"Não podemos deixar de registar que os nossos indicadores, as nossas taxas e as nossas médias, continuam a estar na cauda do país, e isto constrange-nos e apouca-nos", lamentou a parlamentar centrista, considerando que, "sendo um problema social que atinge alguns", a precariedade é uma "responsabilidade de todos".

Já Paulo Estêvão, deputado do PPM, criticou a forma como o BE apresentou o debate de urgência sobre precariedade laboral, considerando que este problema não se resolve com ataques aos patrões e às empresas.

"As empresas é que criam o emprego e os senhores não podem abordar esta questão, atacando de forma selvagem o patronato", advertiu o parlamentar monárquico.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística, cerca de 20% dos contratos de trabalho por conta de outrem, nos Açores, em 2018, eram contratos a termo, percentagem superior à registada no Continente e na Madeira.

(Notícia corrigida às 17h10)




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