Espanha

Governo confirma que avião tinha descolado antes e voltado ao aeroporto

Governo confirma que avião tinha descolado antes e voltado ao aeroporto

 

Lusa / AO Online   Internacional   21 de Ago de 2008, 06:31

O avião que esteve envolvido no acidente que causou 153 mortos no aeroporto de Madrid já tinha levantado voo durante a manhã e voltado a aterrar devido a “uma incidência” detectada pelo comandante.
    A confirmação foi dada aos jornalistas pela ministra do Fomento, Magdalena Alvarez que explicou que os dados confirmados com a Spanair, proprietária do aparelho, confirmam um dos cenários que foi avançado durante parte do dia de hoje.

    Explicou que o avião levantou e que o comandante decidiu voltar a terra devido a uma “incidência”.

    Em situações como esta, como explicou a governante, o procedimento habitual é que a empresa de manutenção “que neste caso é a própria Spanair” analise o incidente e decida se o avião pode ou não voar.

    “Sabemos que o avião voou e voltou. O conteúdo das decisões que se tomaram depois dessa incidência será determinado com base na informação nas caixas negras e na documentação (existente)”, explicou.

    Até agora, fontes da Spanair referiram que o comandante reportou antes de iniciar a descolagem uma avaria relacionada com o indicador exterior de temperatura que “foi reparado segundo os procedimentos estabelecidos por técnicos da companhia”.

    Desconhece-se, para já, se esta é a mesma incidência a que se referiu ao final da noite Alvarez.

    Especificamente sobre a tentativa de descolagem em que ocorreu o sinistro, a governante disse que “o avião levantou as rodas dianteiras e seguramente também as traseiras”, estando ainda os detalhes a ser investigados.

    Para isso, foi criada uma comissão de investigação composta por “sete pessoas independentes” que estão “a reunir todo o tipo de provas sobre o acidente”.

    Trata-se, disse Alvarez, “tanto de exigir responsabilidades como de criar medidas para que este tipo de acidentes não voltam a ocorrer”.

    Insistiu que o avião sinistrado tinha toda a sua documentação em ordem, que passou a sua última inspecção anual em 2007 e estava pendente em breve a correspondente a 2008 e que já tinha sido alvo de 13 inspecções especificas.

    A par das investigações, continua a decorrer o processo de identificação dos mortos, numa altura em que estão hospitalizadas 19 pessoas – entre elas três menores – das quais duas ainda não foram identificadas.

    No local do sinistro, equipas continuam a recolher restos dos corpos das vítimas mortais que segundo fontes aeroportuárias estão debaixo da fuselagem do avião.

    O avião ficou partido em pedaços e o impacto foi tão forte que um dos motores estava na cabina dos pilotos, segundo funcionários aeroportuários.

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