Açoriano Oriental
Governo açoriano diz ser precoce adiantar prazo para operacionalidade total do HDES

O governo açoriano considerou “precoce” avançar com prazos para o Hospital Divino Espírito Santo (HDES) ficar totalmente operacional e reiterou que todas as unidades de saúde têm os planos de manutenção da rede elétrica “atualizados”.

Governo açoriano diz ser precoce adiantar prazo para operacionalidade total do HDES

Autor: Lusa

“As unidades de saúde do Serviço Regional de Saúde, incluindo unidades de saúde de ilha e hospitais, têm planos de manutenção em vigor e atualizados, incluindo a rede elétrica”, assinala o Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM), numa resposta a um requerimento do Chega, consultada pela agência Lusa.

O executivo açoriano (PSD/CDS-PP/PPM) diz ainda não ser possível adiantar com uma previsão para que a atividade do Hospital Divino Espírito (HDES) de Ponta Delgada seja totalmente resposta, na sequência do incêndio de 04 de maio.

“É precoce neste momento avançar com um prazo concreto, uma vez que o Governo Regional ainda não dispõe de relatórios completos sobre a real dimensão dos danos e de como se procederá em termos de reabilitação e reconstrução”, lê-se no documento.

Sobre a manutenção dos meios de extinção de incêndio no HDES, o executivo açoriano refere que “todos os equipamentos e sistemas” da unidade de saúde “têm contratos de manutenção em vigor”.

No caso do hospital de Ponta Delgada, a “vistoria mais recente” foi realizada em março e a anterior em novembro de 2023, reitera o Governo Regional.

“Sublinha-se, apenas, que no que aos respetivos cabos diz respeito, os mesmos não são alvo de manutenções, mas sim de vistorias”, realça o executivo.

O Governo dos Açores identifica três fases na reabertura do hospital: a “retoma faseada conforme a capacidade” hospitalar, a reparação dos danos e a remodelação das infraestruturas.

“A atividade ambulatória - consultas e análises clínicas – está a decorrer dentro de parâmetros muito aproximados do que acontecia antes do incêndio. Os utentes de casos oncológicos, diabéticos, cardíacos, hemofílicos e outros, têm as suas consultas a decorrer consoante o agendamento existente antes do incêndio”, destaca.

O executivo açoriano reafirma ainda que, “à semelhança do que acontece no Serviço Regional de Saúde e outros serviços da administração pública regional, os hospitais públicos não contratualizam seguros contra incêndio”.

Em 08 de maio, o Chega/Açores questionou o Governo Regional sobre a reabertura do Hospital de Ponta Delgada, depois do incêndio que deflagrou no sábado, anunciou o partido em comunicado.

O incêndio no Hospital do Divino Espírito Santo obrigou à transferência de todos os doentes que estavam internados para vários locais dos Açores, Madeira e continente.


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