Falando de “ecossistemas de ondas” e não apenas de ondas isoladas, Nik Strong-Cvetich sublinhou que esses locais reúnem condições geofísicas, fauna, flora e pessoas que dependem do mesmo espaço, pelo que a sua proteção tem um impacto muito mais amplo e duradouro.
“Quando se protege uma onda, está-se a proteger muito mais do que apenas um local de lazer. Há uma enorme sobreposição entre biodiversidade e ondas: sabemos que os locais onde as ondas rebentam são habitats extremamente importantes para a flora e a fauna. Ao proteger essa onda, está-se também a proteger uma série de plantas e animais, mas também uma comunidade, a sua economia, a sua cultura, a sua recreação, a sua fonte de bem-estar mental e a ligação à natureza. Tudo isso fica protegido quando se protege uma onda. Por isso, é muito mais do que apenas um ‘parque aquático’ para desporto”, afirmou em declarações ao Açoriano Oriental.
