Açoriano Oriental
Golos a abrir e a fechar dão sexta Liga dos Campeões ao Liverpool

O Liverpool conquistou este sábado a sexta Liga dos Campeões de futebol do seu palmarés, ao bater o Tottenham na final com um golo de Salah aos dois minutos, de penálti, e outro de Origi, aos 87.

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Foto: PETER POWELL
Autor: AO Online/ Lusa

Num jogo bem disputado e no qual o Tottenham esteve mais por cima do jogo, tendo encontrado do outro lado um ‘super’ Alisson, que fez várias defesas ‘chave’, foi o Liverpool o mais eficaz, marcando a abrir e a fechar de um encontro com apenas nove faltas e nenhum cartão mostrado.

Em Madrid, os ‘spurs’ perderam na estreia no jogo derradeiro do maior palco do futebol europeu, enquanto os ‘reds’ ‘vingaram’ a derrota na temporada passada, frente ao Real Madrid (3-1) e conseguiram o sexto ‘cetro’ da Europa de clubes, após três anos seguidos do Real Madrid como campeão europeu.

Conquistaram a principal prova europeia de clubes em 1976/77, 1977/78, 1980/81, 1983/84, 2004/05 e agora 2018/19, naquela que foi a primeira vitória, à terceira tentativa, para o treinador alemão Jürgen Klopp.

Para os ingleses, o sexto título ‘descola-os’ ainda de outras duas equipas que têm cinco troféus, Bayern de Munique e FC Barcelona, isolando-se no terceiro lugar da tabela histórica, atrás apenas de AC Milan (7) e Real Madrid (13).

O jogo arrancou praticamente com o golo de Salah, o terceiro mais rápido da história das finais da Liga dos Campeões, anteriormente Taça dos Campeões europeus, depois de Damir Skomina assinalar grande penalidade por o francês Sissoko ter intercetado com o braço o cruzamento do senegalês Sané.

Na conversão, o egípcio, que saiu lesionado na final perdida na temporada transata (3-1), não desperdiçou e apontou o seu sexto golo em 10 jogos frente aos ‘spurs’, conseguindo a redenção depois de ter falhado grande parte da decisão de 2018.

Daí para a frente, a equipa de Mauricio Pochettino não se deixou esmorecer e esteve sempre mais organizada e dominante, ainda que os melhores momentos de ataque tenham pertencido aos pupilos de Jürgen Klopp, com destaque para um remate do defesa escocês Robertson aos 38, obrigando o guardião francês Lloris a uma defesa apertada.

No segundo tempo, a equipa londrina voltou com um ritmo muito elevado dos balneários, montando um ‘cerco’ à baliza do brasileiro Alisson, mas a organização defensiva dos ‘reds’ não permitiu oportunidades flagrantes.

Aos 69, já com o brasileiro Lucas Moura, ‘herói’ das meias-finais com o Ajax, em campo pelo Tottenham, foi o Liverpool a criar perigo com um remate do ‘substituto’ Milner, que passou muito perto do poste.

A equipa de Londres, que já tinha o ex-Sporting Eric Dier no meio campo, voltou ao controlo e foi-se aproximando da defensiva dos homens de Liverpool, que também já tinham trocado o brasileiro Firmino pelo belga Origi na frente.

À entrada para os 10 minutos finais, Alisson negou por duas vezes o Tottenham, primeiro ao sul-coreano Son e depois a um remate central de Lucas Moura aos 80, numa altura em que Pochettino lançou o ponta de lança espanhol Llorente para a fase final.

Aos 85, o guarda-redes brasileiro voltou a ‘salvar’ a sua equipa, ao defender para canto um livre lateral cobrado de forma direta pelo dinamarquês Eriksen, dois minutos antes de um canto do outro lado ‘consumar’ o jogo.

Depois de um remate intercetado ao holandês Van Dijk, o belga Origi voltou a ser ‘estrela’, depois das meias-finais, ao receber a bola de Matip e rematar cruzado aos 87.

Nos descontos, Alisson fez mais três defesas importantes, primeiro num remate de Rose e outro de Son, ambos pela esquerda, e depois de Kane, que foi à figura, com os londrinos a terminarem como o primeiro clube a ficar a ‘zero’ na final desde o Bayern de Munique em 2010.


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