Francisco César “não tem qualificações para falar sobre finanças públicas”

O PSD/Açores considerou que o socialista Francisco César, “não tem qualificações para falar sobre finanças públicas” e lembrou que o único resgate financeiro do Estado à região ocorreu em 2012, quando o PS estava no poder



“O deputado Francisco César não tem qualificações para falar sobre finanças públicas”, disse à agência Lusa o secretário-geral do PSD/Açores.

Luís Pereira regia assim ao alerta de Francisco César fez na comunicação social para uma eventual necessidade de resgate financeiro do Estado português à região autónoma.

O secretário-geral do PSD/Açores referiu que, “além de desconhecer a atual realidade socioeconómica dos Açores, o deputado Francisco César finge ainda esquecer que o único resgate financeiro do Estado à região ocorreu em 2012, quando o governo regional do PS ficou sem dinheiro para honrar os seus compromissos e necessitou [de] pedir assistência financeira à República”.

Segundo o dirigente social-democrata, atualmente, o Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM) “paga aos fornecedores 48 dias mais cedo do que o governo do PS pagava em 2020”.

Também referiu que os governos socialistas “deixaram cerca de 150 milhões de euros de dívidas a fornecedores da Saúde quando saíram do poder”.

“No final de 2020, o último ano da governação socialista, estavam registados cerca de 145 milhões de euros em dívida a fornecedores da Saúde, a que acresciam mais de quatro milhões em faturas escondidas, incluindo dívidas do Hospital de Ponta Delgada às Casas de Saúde. Quem assim governou não possui autoridade política ou moral para dar lições sobre as contas públicas regionais”, frisou.

Para o PSD/Açores, o executivo liderado por José Manuel Bolieiro “fez aquilo que o PS nunca quis fazer: assumir a realidade, limpar as contas e pagar o que estava por pagar”.

“Os açorianos sabem distinguir entre quem faz dívidas e quem as paga. A falta de credibilidade do deputado Francisco César fica também demonstrada com o crescimento real da economia açoriana nos últimos anos”, advertiu.

Segundo o PSD, os Açores registam hoje uma população empregada de 119 mil pessoas, “o que demonstra o progresso contínuo e o desenvolvimento económico da região”, e a taxa de desemprego é inferior à média nacional.

“A economia regional está a crescer há 55 meses consecutivos e a remuneração bruta total dos trabalhadores açorianos teve um aumento nominal superior a 23% só nos últimos três anos”, disse.

O secretário-geral do PSD/Açores também afirmou que, durante a governação socialista (1996 - 2020), os Açores “eram a região mais pobre do país” e foi o Governo de José Manuel Bolieiro que "inverteu esta situação”.

“Nos últimos cinco anos, o número de beneficiários do Rendimento Social de Inserção baixou de 14.500 em 2020 para cerca de 5.300, sendo o número mais baixo desde que este apoio social foi criado. Em suma, os Açores têm hoje mais emprego, mais rendimento e menos pobreza”, concluiu.

O líder do PS/Açores, Francisco César, alertou para uma eventual necessidade de resgate financeiro do Estado português à região autónoma, admitindo ainda uma “probabilidade um bocadinho maior” de o arquipélago se tornar apetecível para a administração norte-americana.

Em entrevista ao jornal Público e à Renascença, o deputado da Assembleia da República e membro do secretariado nacional do PS sublinhou que “os Açores têm um problema de despesa que tem de ser resolvido muito rapidamente”.

“Há uma probabilidade de que, se nada for feito, seja necessária uma intervenção ou um financiamento permanente por parte do Estado português”, disse, classificando esta hipótese como “muito elevada”.

PUB

Mau tempo

Na sequência da passagem da depressão Therese pelo arquipélago, e em atualização ao número de ocorrências, foram registadas, durante o dia de hoje e até ao momento, um total de 57 ocorrências, adianta o Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA)