Crise

França e Alemanha recusam descida do IVA


 

Lusa/AOonline   Economia   24 de Nov de 2008, 14:51

O presidente francês e a chanceler alemã disseram que estão a avaliar a necessidade de tomarem mais medidas para serem incluídas no pacote de estímulos da União Europeia à crise, afastando, contudo, a hipótese de descer o IVA.
"Sobre a necessidade de se adoptarem outras medidas, a França está a trabalhar nisso e a Alemanha está a pensar nisso", disse o presidente Nicolas Sarkozy num conferência de imprensa conjunta com a chanceler Angela Merkel, referindo que os dois países decidiram não cortar o IVA para terem dinheiro para financiar a investigação e a educação.

    A União Europeia "já está a sentir descidas de preços", acrescentou Sarkozy, que assume actualmente a presidência da UE.

    O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, apresenta quarta-feira em Bruxelas o pacote de propostas do executivo comunitário com vista ao relançamento da economia europeia, já seriamente afectada pela crise financeira.

    Entre as propostas contidas no plano conta-se a de uma política coordenada de estímulos fiscais, de acordo com a realidade de cada Estado-membro e especialmente direccionada aos sectores mais vulneráveis da população e da indústria, bem como medidas para facilitar e acelerar a utilização dos fundos estruturais.

    Esse pacote de ajuda pode ascender a 130 mil milhões de euros, segundo a agência Bloomberg.

    Depois de no domingo a imprensa britânica ter dito que o governo de Gordon Brown quer reduzir o IVA de 17,5 por cento para 15 por cento, para estimular o consumo, e aumentar o IRS (sobre pessoas singulares) dos contribuintes com maiores rendimentos (de 40 para 45 por cento), o primeiro-ministro escusou-se hoje a comentar essas notícias.

    A poucas horas do Reino Unido apresentar a sua proposta de Orçamento do Estado para o próximo ano, Gordon Brown afirmou apenas que o governo pretende adoptar uma estratégia que "combine o uso da política monetária com a política fiscal pró-activa", de forma a "sustentar a actividade económica".

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