Faial quer apostar na agricultura biológica


 

Lusa/AO online   Regional   15 de Out de 2007, 18:35

O secretário açoriano da Agricultura admitiu  que a ilha do Faial poderá ser a primeira do arquipélago a possuir uma produção agro-pecuária totalmente biológica.
     No final de um encontro com as associações agrícolas e com a Cooperativa de Lacticínios do Faial, Noé Rodrigues adiantou que vai ser realizado um estudo para determinar a viabilidade desta medida.

    A intenção é criar novos produtos de valor acrescentado, com grande aceitação no mercado nacional, à base de produção biológica, incluindo os produtos lácteos, a carne e mesmo a floricultura.

    O governante salientou que as quantidades de adubos e químicos utilizados, anualmente, pelos produtores do Faial são relativamente baixas, quando comparadas com outras ilhas, o que indicia que a agro-pecuária já se realiza de uma forma muito próxima da biológica.

    O titular açoriano da pasta da Agricultura lembrou, porém, que o processo de certificação da produção biológica é demorado e complexo e que poderá demorar, pelos menos, três anos.

    Noé Rodrigues disse, ainda, que a implementação deste tipo de produção dependerá também da capacidade de produção da Cooperativa de Lacticínios do Faial e da aceitação dos agricultores locais.

    Confrontado com esta ideia, José Agostinho, presidente da Direcção da Cooperativa Agrícola de Lacticínios do Faial (CALF), manifestou-se optimista quanto à possibilidade de implementar uma produção biológica na ilha.

    No seu entender, “trata-se de uma ideia interessante”, que vai permitir “valorizar os produtos” da ilha e “recolher frutos mais tarde ou mais cedo”.

    Para José Agostinho, a pequena dimensão da produção agrícola do Faial (cerca de 14 mil toneladas de leite por ano), poderá facilitar a implementação da produção biológica, bem como a sua fiscalização.

    António Ávila, presidente da Associação de Agricultores da Ilha do Faial, também vê vantagens nesta medida, mas entende que deve ser bem avaliada antes de ser posta em prática.

    Segundo lembrou, o que foi decidido no encontro foi apenas fazer um estudo para determinar “se a produção biológica é uma alternativa para a ilha do Faial”, adiantando que, só depois de conhecido os resultados, é que se poderá “conversar sobre o assunto”.
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