Jardim confirma

Eventual criação de novo partido significa ruptura com PSD


 

Lusa/AO online   Nacional   18 de Ago de 2008, 15:17

O presidente do Governo Regional da Madeira confirmou esta segunda-feira, no Porto Santo, que a sua proposta de criação de um novo partido para fazer oposição em Portugal significaria uma ruptura com o PSD.
“Se o PSD não cumprir a sua missão nacional isto vai ter que ser tudo repensado”, declarou Alberto João Jardim à agência Lusa e ao Jornal da Madeira após a tradicional “aula” da denominada “Universidade de Verão” que decorre num dos bares da praia da Ilha Dourada onde reúne com amigos após o habitual passeio pelo areal.

    Jardim acrescentou ainda “compreender” a falta de reacções à sua ideia de criação de um Partido Social Federalista, depois de Outubro de 2009.

    “Eu compreendo que não reagem porque estão em reflexão. Ninguém vai reagir a uma coisa que não se vai fazer agora e é só para fazer no futuro se as coisas não funcionarem”, opinou.

    Sábado, no comício do Porto Santo, Jardim lançou a ideia de criação de um “movimento” que contribua para mudar o país e descentralizar o poder em Portugal.

    Concretizando este projecto, o líder madeirense argumentou: “a ideia que eu tenho é esta: se os partidos políticos continuares neste “rame-rame”, nesta monotonia, nesta falta de imaginação, nesta demissão, que é o que se passa com os partidos políticos à excepção do Partido Comunista, e o PS se for entronizando como uma espécie de União Nacional do Regime, há que fazer um novo partido”.

    Disse ainda ser necessário fazer “um partido da oposição a sério, porque em todos os concelhos do país há quadros políticos que não se revêem na actual situação política nacional, nem nos actuais partidos”.

    O lider madeirense classificou ainda de "vigarice" os dados estatísticos têm sido divulgados a nível nacional, sustentando que os "números foram forjados".

    "Nos números que apareceram aí os Açores, que são uma das regiões mais pobres do país, ficaram colocados à frente e nós fizemos as contas e vimos que não podia ser", disse.

    "Depois viemos a saber que haviam instruções políticas em Lisboa para valorizar as posições dos Açores em tudo que aparecesse de documentos até as eleições naquela região", realçou.

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