“Eu e o meu navegador fazemos tudo no carro”

“Eu e o meu navegador fazemos tudo no carro”

 

Rui Jorge Cabral   Motores   19 de Fev de 2019, 09:19

Gilberto Ferreira é um dos pilotos que disputa apenas alguns ralis nos Açores sem estar preocupado com campeonatos, por ‘carolice’ e numa equipa onde tudo é feito em casa.

 “Eu e o meu navegador fazemos tudo no carro, preparamos, arranjamos e o resto é do meu bolso”, afirma em entrevista ao Açoriano Oriental. Gilberto Ferreira reconhece também que “nunca fui pessoa de estar a pedir patrocínios e, por isso, tenho sempre feito os ralis por carolice pura e não me vou endividar para fazer ralis”.

O piloto micaelense de 53 anos, empresário de profissão, começou nos ralis ainda nos anos 80, como navegador do piloto Gomes Pereira e, durante alguns anos, esteve retirado dos ralis. Gilberto Ferreira andou também nas motas, tendo sido piloto de motocrosse, antes de ir para os automóveis. O regresso aos ralis, já como piloto, dá-se já no início dos anos 2000, com um Toyota Yaris, passando depois para um Toyota Corolla T-Sport. Em 2012, Gilberto Ferreira adquire um Toyota Starlet de tração traseira, um clássico dos ralis que teve muito sucesso em Portugal nos anos 80 e com o qual fez alguns ralis “mais por brincadeira, fazendo um rali aqui e outro ali, mas não o campeonato”, recorda o piloto.

Finalmente, em 2017, Gilberto Ferreira adquiriu a outro piloto micaelense, Tiago Mota, o seu atual Ford Escort RS Cosworth, um antigo Grupo N já com cerca de 270 cavalos de potência, sem dúvida o melhor carro que alguma vez guiou e com o qual terminou em 6.º lugar e primeiro da classe VSH o Lotus Rallye 2018, a prova que encerrou o Campeonato dos Açores de Ralis do ano passado. Nos últimos anos, Gilberto Ferreira tem sido navegado pelo terceirense Manuel Lemos.

Também como nos tempos do Toyota Starlet, Gilberto Ferreira continua a não fazer ralis assiduamente com o Ford Escort RS Cosworth, tendo em 2018 realizado apenas três provas, mas admitindo, contudo, estar à partida do Azores Rallye, a prova de abertura do campeonato açoriano e do campeonato europeu deste ano. “E vamos continuar assim, dentro das possibilidades”, conclui.


São Miguel devia ter dois ralisprint de um dia “que são fáceis de fazer”
O piloto Gilberto Ferreira gostaria de ver realizar-se em São Miguel algumas provas em formato ralisprint de um dia, no mesmo troço, “porque são provas fáceis de fazer e sem muitos quilómetros”, afirma.

Por isso, defende que em São Miguel deveriam realizar-se anualmente, para além das duas provas do regional, mais duas provas locais, sobretudo para aqueles pilotos que não podem fazer o regional. Alias, sobre fazer o Campeonato dos Açores de Ralis, Gilberto Ferreira considera-o “fora de questão”, pelo número de provas e pelas reduzidas ajudas das organizações, onde “até nos podem dar as passagens de avião, mas depois cobram-nos uma inscrição, o que é quase o mesmo que nada”, lamenta o piloto.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.