Embaixador russo vai intermediar encontro de Snowden com deputados brasileiros

Embaixador russo vai intermediar encontro de Snowden com deputados brasileiros

 

Lusa/AO online   Internacional   18 de Set de 2013, 10:22

O embaixador da Rússia no Brasil comprometeu-se na terça-feira a intermediar um encontro entre o ex-analista da Agência Nacional de Segurança dos EUA, Edward Snowden, com deputados brasileiros que investigam a espionagem norte-americana ao país, informaram fontes oficiais.

O embaixador russo, Sergey Okopov, garantiu, numa comissão do Congresso do Brasil, com a qual esteve reunido na terça-feira, que irá consultar as autoridades do seu país para avaliar a possibilidade de os deputados brasileiros poderem interrogar Snowden, que está exilado na Rússia.

O diplomata explicou, contudo, que qualquer reunião está dependente da aprovação do governo russo, da própria vontade de Snowden e do cumprimento das normas que garantem o asilo do norte-americano em Moscovo, disse o deputado Iván Valente, em declarações aos jornalistas.

O mesmo parlamentar referiu que o diplomata russo pediu, pelo menos, uma semana, para receber uma resposta de Moscovo.

Iván Valente acrescentou que para Sergey Okopov, Edward Snowden estaria interessado em colaborar com o Congresso brasileiro, até porque "quanto mais conhecida for a sua situação no mundo, mais seguro se irá sentir".

A Câmara de Deputados do Brasil aprovou há uma semana a deslocação a Moscovo de uma comissão de, pelo menos, seis legisladores para que interroguem Snowden sobre as alegadas atividades de espionagem da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos contra cidadãos e empresas brasileiras.

Tanto o Senado como a Câmara Baixa criaram comissões para investigar a veracidade das declarações de Snowden, segundo as quais a agência norte-americana espiou as comunicações eletrónicas e telefónicas da Presidente brasileira, Dilma Rousseff, dos seus principais assessores e da petrolífera Petrobrás, a maior empresa do Brasil.

As denúncias de Snowden, cujos documentos comprovativos foram entregues ao jornalista Glenn Greenwald, colunista do diário britânico "The Guardian" e que reside no Rio de Janeiro, levaram Dilma Rousseff a adiar uma visita de Estado a Washington que deveria ocorrer a 23 de outubro.


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