Brasil

Dois mil pinguins encontrados mortos cobertos de petróleo


 

Lusa / AO Online   Internacional   29 de Ago de 2008, 06:11

Cerca de dois mil pinguins de Magalhães foram encontrados mortos, cobertos de petróleo, nas praias de Florianopolis (Sul do Brasil), desde domingo, indicou um responsável do Centro de Triagem dos Animais Selvagens (Cetas) desta cidade.
    "Mais de 2.000 pinguins deram à costa mortos nas quarenta praias de Florianopolis", disse Kleber Machado, explicando que os habitantes enterram as aves que encontram e contactam a associação do bairro que elabora as estatísticas.

    "Actualmente, estamos a tratar 170 no Centro, que também estavam cobertos de petróleo", acrescentou este responsável que conta com a ajuda de uma vintena de voluntários, biologistas e veterinários.

    "Nesta época do ano recebemos entre dois a três pinguins por dia mas neste momento são entre 20 a 30", explicou.

    Uma vez restabelecidos, as aves serão devolvidas ao mar, numa corrente que os devolverá à Patagónia de onde migraram", disse Machado.

    Segundo ele, o petróleo provém provavelmente de um navio que se encontrava no alto mar mas a Marinha, que efectuou vários sobrevoos da região, ainda não localizou a mancha de petróleo.

    Quando a ave está coberta de petróleo, perde a impermeabilidade natural das penas. A água gelada entre em contacto directo com o corpo e ela morre de hipotermia, segundo Machado.

    Quinta-feira, dez pinguins deram à costa em Imbituba, a 150 quilómetros a Sul de Florianopolis, a capital do Estado de Santa Catarina, "o que quer dizer que a mancha de poluição desce para o Sul", acrescentou o perito.

    O limite natural das correntes marítimas é o litoral do Estado do Rio de Janeiro e não é raro ver aves extenuadas nas praias turísticas do Rio. Mas este ano os pinguins foram muito mais para Norte, até Natal (Estado do Rio Grande do Norte), perto do Equador.

Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.