Direcção- Geral da Saúde quer código de boas práticas contra ementas pouco saudáveis


 

Lusa/Ao online   Nacional   6 de Dez de 2007, 07:28

O responsável pela Plataforma contra a Obesidade defende que as empresas que organizam festas para crianças devem adoptar um código de boas práticas que evite a promoção de alimentos ricos em sabor e pobres em qualidade.
João Breda manifestou-se preocupado com a existência cada vez maior de empresas que organizam festas para crianças que incluem lanches altamente calóricos e garante que a Direcção-Geral da Saúde (DGS), organismo a que pertence, está atenta ao fenómeno.

    Para o responsável pela Plataforma contra a Obesidade, que entre os vários objectivos visa reduzir a obesidade nas crianças e nos jovens nos próximos quatro anos, as festas infantis são um óptimo pretexto para a promoção de alimentos saudáveis.

    “Da mesma forma que as crianças se divertem a comer alimentos pouco saudáveis, também irão estar satisfeitas se praticarem uma alimentação saudável, usufruindo da cultura de grupo que é muito motivante e não deve ser desperdiçada com maus hábitos”, explicou.

    Segundo João Breda, as crianças aprendem “por contágio” a comer alimentos mais saudáveis.

    Este responsável da DGS considera que não há justificação para as ementas não serem compostas por alimentos saudáveis e critica as empresas se estiverem a fazê-lo para obter mais lucros.

    Para evitar estes “abusos”, defende a adopção de um código de boas práticas e alerta os pais para estarem atentos à composição das ementas nas festas com que pretendem alegrar os filhos.

    João Breda alerta para a existência de um terço de crianças portuguesas com peso a mais e questiona: “Nessas festas também há crianças com peso a mais. Que preocupações têm as empresas com estes jovens?”.

    Mais de metade da população portuguesa tem excesso de peso e uma em cada três crianças tem sobrepeso. Dez por cento são obesas.

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