Direcção da Santa Casa quer destituir provedor Luís Silva

Direcção da Santa Casa quer destituir provedor Luís Silva

 

Paulo Faustino   Regional   7 de Nov de 2008, 10:30

A mesa administrativa, o órgão executivo da Santa Casa da Misericórdia de Ponta Delgada, está disposta a cessar funções como forma de obrigar à destituição do actual provedor, Luís Silva, que também integra aquela equipa.
Para já, uma Assembleia-Geral Extraordinária foi convocada para o dia 17 deste mês nas instalações do antigo hospital, com um objectivo muito claro no seu ponto número um: proceder à “apreciação de anomalias no funcionamento da Mesa Administrativa, com vista à tomada de medidas adequadas para assegurar transitoriamente a administração da Santa Casa, designadamente a destituição do actual órgão executivo”. Na base da iniciativa está o desejo dos quatro membros que integram a Mesa Administrativa de precipitar a saída do quinto elemento da direcção, justamente Luís Silva, o homem forte da Misericórdia há mais de duas décadas. Com isso pretendem desencadear a destituição da actual Mesa Administrativa (da qual fazem parte, juntamente com Luís Silva), proporcionar a criação de uma direcção substituta até às eleições marcadas para daqui a um ano, ou então avançar para eleições antecipadas. Um destes cenários poderá sair da reunião magna, até porque nesta Assembleia-Geral -   a realizar a pedido do grupo de descontentes e que se espera bastante concorrida (com a presença em força da irmandade da Misericórdia, formada por 400 elementos) - deverá ser adiada a aprovação do plano de actividades e orçamento para 2009 da instituição de apoio social.
Fonte do AO garante que os “quatro elementos da mesa desvincularam-se da forma de gerir do provedor, que não mexe, é autoritária e não se coaduna com os tempos de hoje, em que a opinião de todos conta”. Às tais “anomalias” mencionadas pela convocatória não estarão alheias falhas denunciadas na prestação de cuidados de higiene e alimentação à terceira idade no Lar da Levada e no centro geriátrico de Ponta Delgada.
Uma acta subscrita por todos os elementos da direcção, exceptuando Luís Silva, justifica a sua insatisfação com o estilo de gestão do actual provedor.
O AO tentou contactar Luís Silva, mas em vão.

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