Educação

Défice educativo acentua "baixos níveis de produtividade"

Défice educativo acentua "baixos níveis de produtividade"

 

Lusa/AOonline   Economia   24 de Nov de 2008, 14:47

O ex-secretário de Estado do Trabalho Luís Pais Antunes afirmou, em Lisboa, que o “grande falhanço” de Portugal é o défice educativo, facto que acentua os “baixos níveis de produtividade” do país.
“Há um erro no direccionamento das políticas, porque não temos pessoas qualificadas para o exercício de determinadas funções”, disse Pais Antunes na conferência “Uma Sociedade Madura num Mundo Global”, que se realiza hoje e terça-feira, integrada no Fórum Gulbenkian da Saúde.

    O ex-secretário de Estado adiantou que as pessoas saem das Universidades com uma formação que depois “não lhes vai servir de muito na prática, salvo raras excepções”.

    Por outro lado, o professor da Universidade de Mannheim, Alemanha, Axel Börsch-Supan, também presente na conferência dedicada ao envelhecimento, frisou que, no seu país, o sistema educativo exige que os alunos permaneçam mais dois anos na escola do que nos outros países.

    “Não é por terem mais dois anos de formação na Alemanha que isso tem dados bons resultados, pelo contrário”. “Por isso, a falta de formação não tem nada que ver com os níveis de produtividade”, defendeu.

    Luís Pais Antunes defendeu que, para assegurar no futuro um nível de vida semelhante ao actual, é essencial “entrar mais cedo e sair mais tarde do mercado de trabalho e reformular o sistema de pensões”, o que não acontece em Portugal, pois “estamos a entrar cada vez mais tarde” no meio laboral.

    “Estamos a gastar demasiado dinheiro com os novos não activos e a dar demasiados incentivos ao não trabalho, em vez de usar esse dinheiro nas reformas”, sublinhou o ex-secretário de Estado do Trabalho de Bagão Félix no Governo de Durão Barroso.

    Pais Antunes alertou para a necessidade de pedir às gerações mais novas que “comecem a preparar a sua própria reforma ou não vão ter ninguém que a assegure”.

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