DECO diz que baixa do preço dos combustíveis é insuficiente


 

Lusa/AOonline   Economia   10 de Nov de 2008, 11:51

A associação de defesa do consumidor DECO afirmou que as reduções feitas pelas petrolíferas aos preços dos combustíveis são "insuficientes e não reflectem totalmente a descida do custo do petróleo".
"Desde que o custo do barril do petróleo começou a descer, no início de Julho, os preços médios em Portugal fixaram-se sempre acima dos de Espanha e da média europeia", refere a DECO em comunicado.

    A associação afirma, com base em dados da Direcção Geral de Energia e dos Transportes da União Europeia, referentes a 27 de Outubro, que em Portugal o litro de gasolina 95 octanas, sem impostos, é quatro cêntimos mais caro do que em Espanha e três cêntimos mais caro do que a média europeia.

    A DECO diz que após uma descida de cerca de 6,6 por cento nos preços, que se seguiu à jornada nacional de protesto, realizada a 27 de Setembro, a situação se voltou a agravar.

    "A diferença face a Espanha e ao resto da Europa nunca foi tão elevada como nos últimos 15 dias. Em Portugal continuamos a notar uma forte resistência à descida do preço da gasolina", afirma a DECO.

    Segundo a associação, a situação de oligopólio é a causa principal desta ineficiência.

    "O ajuste dos preços deve ser mais célere e seguir as melhores práticas na Europa. É urgente a Autoridade da Concorrência impedir abusos de posição dominante e exigir maior transparência", pede a DECO.

    "O Governo deve promover medidas para criar uma estrutura específica de regulação e o aparecimento de novos operadores", conclui.

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