Tibete

Dalai Lama perde esperança de negociar com a China

O Dalai Lama perdeu qualquer esperança de continuar a negociar com a China uma autonomia para o Tibete e tenciona mudar a sua política sobre a matéria, indicou o seu conselheiro.


Todas as opções serão discutidas durante uma grande reunião de dirigentes tibetanos no exílio agendada para Novembro em Dharamsala, no norte da Índia, onde o dignatário budista vive refugiado desde 1959, indicou Tenzin Taklha.

    “Ele perdeu a esperança de encontrar uma solução com o actual governo chinês que pura e simplesmente não deseja resolver a questão” do Tibete, afirmou Taklha.

    “Sua Santidade pensa que outras opções devem ser examinadas e isso será feito em Novembro”, prosseguiu o secretário particular do Dalai Lama.

    “O movimento tibetano continuará não violento. É uma dimensão não negociável sobre a qual todo o Mundo está de acordo”, assegurou Taklha.

    O Tibete e Pequim negoceiam oficialmente desde 2002.

    Mas a posição dos chineses endureceu em 2006, segundo o Dalai Lama.

    Houve conversações directas, formais e oficiais no Verão de 2007 seguidas de um último encontro em Julho de 2008 entre emissários do Dalaï Lama e os chineses sobre o estatuto do Tibete, qualificado com frustrante pelos representantes dos tibetanos.

    Considerado pela maioria do seu povo como o último escudo contra a política da China no Tibete, o prémio Nobel da paz em 1989 é um ícone no Ocidente e um problema para Pequim, que o acusa de ser um separatista, a coberto da religião.

    Líder religioso, mas também político pragmático, o Dalai Lama renunciou há muito tempo à independência do seu país e optou pela diplomacia para defender uma ampla “autonomia cultural” do Tibete, invadido e depois anexado pela China em 1950-1951.
PUB

Uma operação policial realizada na freguesia de São José, em Ponta Delgada, resultou na apreensão de material suspeito de constituir produto de furto realizado no Aeroporto João Paulo II, divulgou a PSP