Tibete

Dalai Lama perde esperança de negociar com a China

 Dalai Lama perde esperança de negociar com a China

 

Lusa/AOonline   Internacional   27 de Out de 2008, 10:52

O Dalai Lama perdeu qualquer esperança de continuar a negociar com a China uma autonomia para o Tibete e tenciona mudar a sua política sobre a matéria, indicou o seu conselheiro.
Todas as opções serão discutidas durante uma grande reunião de dirigentes tibetanos no exílio agendada para Novembro em Dharamsala, no norte da Índia, onde o dignatário budista vive refugiado desde 1959, indicou Tenzin Taklha.

    “Ele perdeu a esperança de encontrar uma solução com o actual governo chinês que pura e simplesmente não deseja resolver a questão” do Tibete, afirmou Taklha.

    “Sua Santidade pensa que outras opções devem ser examinadas e isso será feito em Novembro”, prosseguiu o secretário particular do Dalai Lama.

    “O movimento tibetano continuará não violento. É uma dimensão não negociável sobre a qual todo o Mundo está de acordo”, assegurou Taklha.

    O Tibete e Pequim negoceiam oficialmente desde 2002.

    Mas a posição dos chineses endureceu em 2006, segundo o Dalai Lama.

    Houve conversações directas, formais e oficiais no Verão de 2007 seguidas de um último encontro em Julho de 2008 entre emissários do Dalaï Lama e os chineses sobre o estatuto do Tibete, qualificado com frustrante pelos representantes dos tibetanos.

    Considerado pela maioria do seu povo como o último escudo contra a política da China no Tibete, o prémio Nobel da paz em 1989 é um ícone no Ocidente e um problema para Pequim, que o acusa de ser um separatista, a coberto da religião.

    Líder religioso, mas também político pragmático, o Dalai Lama renunciou há muito tempo à independência do seu país e optou pela diplomacia para defender uma ampla “autonomia cultural” do Tibete, invadido e depois anexado pela China em 1950-1951.

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