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CTT quer reforçar presença nos mercados externos

CTT quer reforçar presença nos mercados externos

 

Lusa/AO online   Economia   11 de Set de 2008, 17:30

O presidente do conselho de administração dos CTT - Correios de Portugal, Estanislau Costa, admitiu que o grupo prevê entrar em novos mercados estrangeiros onde pensa poder acrescentar valor, nomeadamente em Angola.
Segundo Estanislau Costa, no primeiro semestre deste ano, apenas 10 por cento dos proveitos do grupo foram oriundos de mercados externos.

    Os CTT conseguiram no primeiro semestre deste ano um resultado líquido consolidado de 31,6 milhões de euros, o que equivale a um crescimento de 14,9 por cento relativamente a igual período do ano passado.

    Os proveitos operacionais consolidados cresceram 4,1 por cento, atingindo os 427,1 milhões de euros nesse período.

    Em declarações aos jornalistas em Viseu, onde hoje reuniu com os principais clientes do distrito, Estanislau Costa justificou que a aposta nos mercados externos apenas se iniciou em 2005, mostrando vontade em fortalecê-la.

    "Iniciámos esse processo muito recentemente, no mandato anterior, com a presença no mercado espanhol de correio expresso, adquirindo uma empresa a cem por cento, que cobre todo o país e ilhas espanholas do Atlântico e do Mediterrâneo", lembrou.

    Os CTT iniciaram também uma operação em Moçambique, com a tecnologia da empresa PayShop (que permite o pagamento de contas domésticas e o carregamento de telemóveis em estabelecimentos comerciais), mas pretende entrar noutros países lusófonos.

    "Gostaríamos muito de, com os parceiros locais e com o interesse das autoridades locais, ter uma presença em Angola", avançou, explicando que o objectivo era ter serviços de correio expresso e também PayShop.

    Em Moçambique, os CTT poderão "vir também a apostar noutro tipo de actividades para além da PayShop, que é ainda uma empresa incipiente e no futuro será uma área de expansão", explicou.

    Fora de Espanha e dos países lusófonos, os CTT estão abertos a "encarar oportunidades".

    "Mas desde que sejam feitas com parceiros que conheçam muito bem esses mercados locais e que tenham o conhecimento dos mercados como nós pensamos que temos dos lusófonos e do espanhol", acrescentou.

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