Crise pode fazer aumentar casos de hipertensão arterial não controlada

Crise pode fazer aumentar casos de hipertensão arterial não controlada

 

Lusa/AO online   Nacional   13 de Nov de 2012, 10:37

Os problemas económicos com que as famílias portuguesas se confrontam poderão contribuir para o aumento do número de casos de hipertensão arterial não controlada, alertou esta terça-feira um especialista, a propósito de umas jornadas que vão debater o tema.

José Alberto Silva, médico internista da Unidade de Hipertensão e Risco Cardiovascular do Hospital Pedro Hispano e membro da comissão organizadora do evento, afirmou que, “atualmente, apenas 11 por cento dos doentes hipertensos têm a sua doença controlada, um número que pode vir a aumentar nos próximos anos devido aos problemas económicos das famílias”.

A organização das Jornadas de Hipertensão Arterial e Risco Cardiovascular de Matosinhos, que se realizam na sexta-feira e no sábado, no Porto, pretende alertar a comunidade médica e as autoridades nacionais para “a importância de controlar o flagelo da tensão arterial elevada, um problema que afeta quase metade da população portuguesa”.

Os especialistas acreditam poder vir a aumentar o número dos doentes não controlados devido à falta de capacidade para comprar a medicação e às escolhas alimentares cada vez mais baseadas no preço dos alimentos e não na sua qualidade.

Nas jornadas serão debatidos os avanços no tratamento dos doentes, nomeadamente naqueles com Hipertensão Arterial (HTA) resistente (doentes que apesar do tratamento com três ou mais medicamentos anti-hipertensivos continuam com níveis elevados de pressão arterial).

A HTA resistente e um novo procedimento minimamente invasivo para o controlo da HTA resistente (a desnervação renal) vão estar em destaque no programa de sábado numa mesa redonda, moderada por José Alberto Silva, sobre os últimos avanços no tratamento desta doença, que conta com a participação dos cardiologistas José Nazaré e Henrique Cyrne de Carvalho.

A HTA é uma doença crónica especialmente perigosa devido à sua associação com um aumento do risco cardiovascular, incluindo AVC e enfarte, assim como insuficiência cardíaca e doenças renais. Os doentes com HTA resistente têm maior probabilidade de sofrer de doenças cardiovasculares, quando comparados com indivíduos com HTA controlada.


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