Costa Neves quer Região com PIB de 75% da média europeia


 

Lusa / AO online   Regional   2 de Nov de 2007, 15:35

O candidato à liderança do PSD/Açores Costa Neves compromete-se a assegurar a convergência do PIB regional para um mínimo de 75 por cento da média da União Europeia em 2013, caso vença as eleições regionais de 2008.
O objectivo de Carlos Costa Neves, que se recandidata ao cargo nas “directas” do partido de 09 deste mês, está expresso na moção de estratégia global intitulada “Vida Nova - 2008”, que apresenta hoje aos militantes de Angra do Heroísmo, ilha Terceira.

“Só uma Vida Nova pode assegurar a convergência do PIB per capita açoriano para um mínimo de 75 por cento da média da União Europeia em 2013 e a criação de 14 mil postos de trabalho nos próximos seis anos”, salienta o documento de Costa Neves, que defronta nas primeiras “directas” regionais do partido Américo Natalino Viveiros.

O actual presidente do PSD/Açores - maior partido da oposição nas ilhas - considera que os objectivos definidos pelo Governo Regional socialista para o quadro financeiro comunitário 2008-2013 revelam uma “completa ausência de ambição”.

“Nesse ano, o Governo limita-se a apontar para um PIB per capita situado entre 68 e 70 por cento da média europeia, não pretendendo sequer que a economia açoriana mantenha o reduzido ritmo de convergência dos anos em que teve responsabilidades governativas”, critica o candidato.

Caso vença as eleições regionais do próximo ano, Costa Neves compromete-se, também, a colocar os Açores “fora do conjunto das regiões mais pobres da Europa no espaço de uma geração”, alegando que pretende um modelo de desenvolvimento que “rompe com o que têm sido as opções da acção governativa”.

Ao nível interno, salienta que a vida do PSD/Açores “precisa de ser tonificada”, através do reforço da capacidade operativa das estruturas intermédias, de modo a que o combate político não se faça apenas a nível regional.

Para voltar a “ganhar a confiança maioritária dos açorianos”, Costa Neves assume três pressupostos, que passam pelo reforço da coesão interna e abertura à sociedade, liderar a oposição e apresentar propostas políticas que diferenciem o partido das restantes forças partidárias.

Quanto aos independentes, Costa Neves defende que o Gabinete de Estudos do PSD/Açores “assume um papel fulcral” para a sua participação, um organismo que o candidato quer que prepare o próximo Programa de Governo social-democrata a apresentar aos açorianos.

Caso vença as eleições directas, Carlos Costa Neves quer, ainda, que a Comissão Política Regional do PSD, que será eleita em Congresso Regional, se assuma como o “Governo Alternativo dos Açores”.

Para isso, pretende atribuir responsabilidades específicas a cada um dos seus membros.
Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.