Eleições regionais

Costa Neves acusa Governo de sufocar instituições serviço público


 

Lusa/AOonline   Regional   13 de Out de 2008, 17:28

O líder do PSD/Açores alertou esta segunda-feira para a tentativa de "sufoco" levada a cabo pelo Governo Regional socialista, argumentando que o relacionamento com instituições que prestam serviço público no arquipélago deve estar "devidamente regulamentado".
"Tudo tem de estar previamente definido. Não pode ser caso a caso, consoante a cara do freguês, de acordo com a vontade do Governo regional", afirmou Carlos Costa Neves, que visitou hoje o quartel de Bombeiros na cidade da Ribeira Grande, no âmbito da campanha eleitoral para as regionais de 19 de Outubro para o parlamento açoriano.

    Frisando que em virtude da omnipresença do Governo açoriano estas entidades "não têm tido o apoio que deveriam ter", Costa Neves disse haver muitas queixas de que "os amigos do governo beneficiam mais do que os que são menos amigos do Governo", uma realidade que "está a sufocar estas entidades" e constitui "mais uma razão para uma mudança necessária" na governação das ilhas.

    "O governo Regional quer controlar tudo e todos e respeita muito pouco a autonomia das instituições", afirmou o candidato social democrata a presidente do Executivo açoriano, alegando que quem presta um serviço público "tem de ter financiamento assegurado".

    Segundo Costa Neves, PS e PSD têm uma concepção da sociedade diferente e no caso dos social democratas a tónica está no respeito pelas instituições e pela sua autonomia.

    "Um bombeiro ao serviço da sua instituição se tiver um acidente mortal, o que a família recebe são 50 mil euros. Se compararmos isso com a campanha do PS e pensarmos que o dobro disso é pago a uma estrela do nosso universo cantante para vir aos Açores, obviamente que há aqui um completa inversão de prioridades", ironizou o líder do PSD/Açores.

    Costa Neves denunciou, ainda, que presentemente o transporte de doentes nas ambulâncias "não está devidamente regularizado" e são os bombeiros que "financiam o Governo Regional pela prestação de serviço público e não o contrário, porque as verbas que recebem são manifestamente insuficientes".

    Além disso, adiantou que quem trabalha nas ambulâncias não tem um estatuto definido, nem um salário à altura e cerca de 60 a 70 por cento dos bombeiros nos Açores não tem acesso a formação específica.

    O concelho da Ribeira Grande, em São Miguel, tem dois quartéis de bombeiros (cidade da Ribeira Grande e freguesia da Lomba da Maia), onde trabalham voluntariamente 120 homens e 22 a tempo inteiro, mas debate-se com a necessidade de viaturas novas que substituam os carros ao serviço, alguns dos quais há mais de 20 anos.

    Após a visita ao quartel dos bombeiros, a comitiva do PSD/Açores dirigiu-se para o centro da segunda cidade da ilha de São Miguel, a Ribeira Grande onde residem cerca de 11 mil pessoas.

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