Conselho Nacional vai exigir mudanças políticas

Conselho Nacional vai exigir mudanças políticas

 

Lusa/AO Online   Economia   21 de Out de 2009, 06:57

A CGTP vai, na quinta-feira, definir a sua estratégia de acção sem se deixar influenciar pelo facto de José Sócrates liderar agora um Governo minoritário, mas exigindo que "faça mesmo mudanças nas políticas".

O Conselho Nacional da Intersindical reúne-se durante todo o dia de quinta-feira para definir os temas e estratégias de acção para 2010, assim como a forma de actuar da central sindical relativamente ao poder político, que, segundo Carvalho da Silva, não é condicionada pelo facto de os governos serem maioritários ou minoritários.

"Temos a convicção de que é necessário marcar bem que este novo Governo, que se aguarda, tem mesmo que fazer mudanças", disse à agência Lusa o secretário-geral da CGTP, Manuel Carvalho da Silva, acrescentando que a Inter vai apresentar propostas e reivindicações que vão contribuir para a mudança.

Quando à actuação da central face ao poder político, também a definir pelo Conselho Nacional, Carvalho da silva considera que ela dependerá sempre das opções governativas e das condições concretas de vida e de trabalho com que se deparem os portugueses.

O sindicalista clarificou que as opções da CGTP, quer ao nível da acção quer ao nível da contestação, não estão constrangidas pelo facto de existir um governo minoritário ou maioritário.

"O cenário decorrente das eleições pode fazer renascer alguma esperança, mas a concretização da mudança depende do posicionamento do Governo, das opções estratégicas que tome e se vai ou não ter em consideração as camadas mais desprotegidas da população", disse.

O Conselho Nacional da Inter vai ainda discutir e aprovar um plano de trabalho para concretizar ao longo de 2010.

"Queremos que seja um ano de revitalição da estrutura sindical, a partir da base", afirmou Carvalho da Silva.

A reunião poderá ainda ser marcada por alguma polémica em torno do apoio expresso por Manuel Carvalho da Silva ao candidato socialista à Câmara de Lisboa, António Costa, que acabou por ser reeleito presidente da capital.

A questão não consta da ordem de trabalhos e já foi abordada na última reunião da Comissão Executiva da Inter (composta por 29 elementos) mas é natural que alguns dos 140 elementos do Conselho Nacional tenham vontade de discutir o assunto.

O secretário-geral da Intersindical é militante comunista mas desejou, enquanto cidadão, a vitória a António Costa, num encontro de rua, o que causou críticas dentro da central sindical.

A Lusa tentou contactar vários dirigentes da Inter para saber se o papel de Carvalho da silva, que tem gerido ao longo de mais de 20 anos as diferentes correntes políticas existentes na central, poderia estar em causa, mas ninguém quis comentar.

Em resposta a esta questão, Carvalho respondeu: "Olhando para os últimos meses, vejo que tenho estado extramente activo e empenhado em detectar e resolver problemas dos trabalhadores e tenciono continuar assim até ao último dia da minha vida sindical", afirmou.


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