"Mais de dois milhões de documentos (...) continuam em vários estágios de revisão e de divulgação", escreveu na segunda-feira o procurador-geral de Nova Iorque, Jay Clayton, no portal que tem servido para a publicitação do caso.
O governo dos Estados Unidos da América (EUA) ficou obrigado a divulgar a documentação até 19 de dezembro, mas, segundo este último balanço, só foram libertados 12.285 documentos, num total 125.575 páginas.
Os ficheiros são uma coletânea com fotografias e correspondência e visam ex-presidentes dos EUA, o atual presidente norte-americano, Donald Trump, o então príncipe britânico André, entre outras pessoas.
Ainda na semana do Natal, Clayton especificou que mais de 400 juristas do Departamento de Justiça dos EUA estava dedicadas "nas próximas semanas" à análise dos arquivos.
"É um volume significativo de documentos, e os tipos, tamanhos e formatos dos documentos que ainda precisam ser revistos variam consideravelmente", disse, frisando ter de haver cuidados redobrados de proteção de dados e identidades das vítimas de Epstein, que se suicidou na prisão em 2019.
Os primeiros documentos conhecidos revelaram a extensão e profundidade da rede de contactos Epstein em diversos meios influentes.
Entre eles há uma mensagem de correio eletrónico de um investigador onde se concluiu que Trump viajou oito vezes no avião a jato particular de Epstein, entre 1993 e 1996, mas o líder norte-americano nunca foi acusado de qualquer atividade criminosa relacionada com o caso.
Mais de dois milhões de documentos sobre ‘caso Epstein’ por divulgar
O Departamento da Justiça norte-americano está ainda a analisar milhões de documentos relacionados com o escândalo de abusos sexuais pelo qual foi condenado Jeffrey Epstein, personalidade ligada a políticos e celebridades
Autor: Lusa/AO Online
