Condeferação dos Jovens Socialistas Transmontanos quer o debate


 

Lusa/Ao online   Nacional   27 de Nov de 2007, 08:59

A futura Confederação de Jovens socialistas Transmontanos vai relançar a discussão sobre a regionalização e sobre a melhor forma de organizar o território do Nordeste, anunciaram hoje fontes das distritais da JS de Vila Real e Bragança.
A confederação, que vai reunir cerca de três mil militantes destes dois distritos transmontanos, vai ser criada no decorrer do I Congresso de Jovens Socialistas Transmontanos que se realiza, a 08 de Dezembro, em Vila Real.

    O presidente da Federação Distrital dos jovens socialistas de Vila Real, Fernando Morgado, afirmou que a "regionalização vai ser a grande prioridade" da nova estrutura.

    Sustentou ainda que a confederação pretende debater a melhor forma de organizar o território do Nordeste, seja através da criação da Região Administrativa de Trás-os-Montes e Alto Douro ou de uma grande Região Norte.

    "Queremos definir linhas de actuação e discutir qual o melhor mapa para o nosso território", frisou Fernando Morgado.

    O objectivo dos jovens socialistas é que, quando se iniciar em Portugal o novo debate sobre a regionalização, já tenham definido uma linha de actuação.

    Simultaneamente, disse Fernando Morgado, a JS pretende aproximar os jovens da política.

    O actual Governo PS assumiu o compromisso de avançar com a criação das regiões na próxima legislatura, entre 2009 e 2013.

    A título pessoal, Fernando Morgado considera que, "numa primeira análise, seria importante avançar para a criação da Região de Trás-os-Montes e Alto Douro,

    Classificou ainda a regionalização como um "instrumento indispensável para assegurar o desenvolvimento deste território que perdeu, em cinquenta anos, cerca de 240 mil pessoas”.

    Actualmente a sua população é já inferior à registada em 1900, que era então de 584.682 indivíduos (487.392 em 2001).

    Mais do que escolher capitais, Fernando Morgado sustenta que o importante é saber quais as competências que passarão do Governo e das autarquias para as novas regiões.

    Como Trás-os-Montes e Alto Douro é o único território do país com duas línguas oficiais, a confederação da JS defende que todos os seus documentos sejam redigidos em português e mirandês.

    A presidência desta nova estrutura, disse Fernando Morgado, será assegurada de forma rotativa entre os dirigentes de Vila Real e de Bragança, cabendo o primeiro mandato à distrital de Bragança.

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