Companhias aéreas do Japão recusam enviar planos de voo à China


 

Lusa/AO online   Internacional   27 de Nov de 2013, 10:23

As principais companhias aéreas do Japão anunciaram a decisão de não apresentar os seus planos de voo à China no momento de cruzarem a zona de identificação de defesa aérea definida unilateralmente por Pequim.

A zona, no Mar da China Oriental, é criticada pelos Governos do Japão, Estados Unidos e Coreia do Sul e inclui as ilhas Senkaku/Diaoyu, formalmente administradas pelo Japão, mas que a China reclama como parte do seu território.

Na terça-feira, o ministro porta-voz do Governo nipónico, Yoshihide Suga, tinha instado as companhias nacionais a não informar antecipadamente as autoridades chinesas quando cruzassem a zona, muito embora várias empresas tenham, numa primeira fase, e alegando questões de segurança, submetido os planos de voo a Pequim.

A tensão entre a China e o Japão devido ao pequeno arquipélago das Senkaku/Diaoyu, desabitado, mas que os especialistas dizem conter importantes reservas de petróleo e gás natural, aumentou em setembro de 2012 depois de Tóquio ter adquirido, a um particular, três dos cinco ilhotes do pequeno arquipélago.

As ilhas, que no conjunto possuem cerca de sete quilómetros quadrados e estão localizadas a 175 quilómetros a nordeste de Taiwan e a 150 quilómetros a noroeste do arquipélago japonês de Okinawa.


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