BPP

Clientes prometem continuar protesto


 

Lusa/AO Online   Economia   29 de Dez de 2009, 07:55

Os clientes do Banco Privado Português (BPP) que estão concentrados na sede da instituição, no Porto, garantiram hoje que tencionam prosseguir com o protesto até que o Governo resolva a situação e permita o acesso aos depósitos.

"Sabemos que a Administração do banco não pode fazer mais nada. Por isso, a solução terá de partir do Estado", declarou Ângela Soares, que se encontra no interior da instituição bancária desde segunda-feira, altura em que um grupo de clientes entrou no banco e decidiu lá permanecer até conseguir aceder aos respectivos depósitos.

Em declarações telefónicas à Lusa, Ângela Soares afirma que "já houve pagamentos a alguns clientes do BPP", nomeadamente a cooperativas agrícolas e outras entidades, razão pela qual o grupo de pessoas que permanece na sede do banco exige "o mesmo tratamento".

"Vamos continuar a lutar. Se não for dentro do banco, será lá fora", garantiu ainda a cliente, acrescentando que depois do contacto telefónico estabelecido com a administração daquela instituição bancária, "não houve mais nenhuma conversa ou promessa".

Segundo o relato desta cliente, permanecem no interior do banco 16 clientes, sem acesso a comida, água ou medicamentos, uma situação que está a preocupar o grupo, dado o facto de existirem diabéticos e pessoas com problemas cardíacos, nomeadamente um idoso com cerca de 80 anos.

"A polícia está a impedir a entrada de água e comida e, mais grave ainda, de medicamentos", criticou Ângela Soares, contrariando as declarações da PSP, que anunciou ter permitido, durante a noite, a entrada de alguns bens essenciais, nomeadamente medicamentos.

Os clientes do BPP já se manifestaram no interior da instituição bancária por várias vezes, a última das quais no passado mês de Novembro, altura em que se assinalou um ano desde que o Banco de Portugal recusou o pedido de garantias estatais de 750 milhões de euros ao BPP.

Desde então, os clientes do BPP mantêm-se impossibilitados de aceder às poupanças depositadas no banco, motivo pelo qual decidiram realizar este protesto e permanecer mobilizados no interior das instalações.

Entretanto, a administração provisória do BPP anunciou já o encerramento das instalações da sede, no Porto, durante os próximos dias.


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