Cientistas usam elétrodos no cérebro para tratar anorexia

Cientistas norte-americanos e canadianos estão a usar elétrodos implantados no cérebro para tratar mulheres com anorexia, tendo obtido "resultados promissores", publica a revista 'Lancet'.


A técnica está em fase experimental e só algumas das doentes mostraram melhorias, mas o tratamento está a revelar-se promissor, dizem os investigadores.

Depois de noves meses de tratamento, três das seis mulheres que estão no ensaio tinham engordado e mostravam estar psicologicamente melhor.

Para estas três pacientes, “este foi o período mais longo de aumento sustentado do Índice de Massa Corporal (IMC) – que avalia a relação entre peso e altura – desde o início da doença.

A técnica, conhecida como estimulação cerebral profunda, esteve associada a melhorias no humor e na ansiedade.

Contudo, três das seis mulheres não mostraram qualquer ganho de peso e os cientistas justificam este facto com “vários eventos adversos associados”, incluindo o caso de uma doente que sofreu uma convulsão.

Outros efeitos adversos incluem dor, náuseas ou ataques de pânico.

A anorexia nervosa é uma doença crónica que afeta cerca de um por cento das pessoas em todo o mundo. Geralmente é diagnosticada em mulheres jovens, com idades entre os 15 e os 19 anos.

PUB