Os alunos do 11.º e 12.º anos vão ter acesso à correção dos exames
nacionais que realizaram este ano, sem terem de pedir a consulta da
prova, anunciou o ministro da Educação.
“Quando forem publicadas as
notas, no dia 17, os alunos poderão aceder à prova que realizaram,
consultar a prova, verificar que a prova que eles fizeram foi a prova
que foi corrigida e as classificações que tiveram em cada um dos itens”,
disse Fernando Alexandre.
A novidade foi anunciada pelo ministro da
Educação, Ciência e Inovação durante uma visita ao local onde estão a
ser processados os exames nacionais do ensino secundário, nas
instalações em Mem Martins, concelho de Sintra, da Imprensa Nacional
Casa da Moeda, que assumiu as funções do extinto Editorial do Ministério
da Educação e Ciência.
Até agora, os alunos só tinham acesso à prova
se apresentassem um requerimento de consulta após a publicação das
notas, caso quisessem pedir a reapreciação da prova. A partir deste ano,
e depois de publicadas as pautas, todos os alunos vão receber um ‘link’
de acesso a todas as provas que realizaram e respetiva correção, uma
medida que não estava prevista, mas será adotada já para a primeira fase
dos exames nacionais.
“Dessa forma, pensamos que garantimos, de
facto, a confiança que é essencial num processo de avaliação externa,
como a dos exames nacionais”, justificou Fernando Alexandre.
Pela
primeira vez este ano, as provas dos 11.º e 12.º anos, que continuam a
ser realizadas em papel, estão a ser corrigidas em formato digital, um
processo que implica que sejam digitalizadas e só depois distribuídas
pelos professores para serem avaliadas. No entanto, os sistemas
informáticos têm apresentado problemas desde o início e, no entender do
governante, os relatos partilhados diariamente por professores acabaram
por minar a confiança na classificação das provas, ainda que a maioria
não se tenha confirmado, segundo a tutela.
Foi, também, por isso
que o MECI decidiu mostrar aos jornalistas o centro de operações, até
agora incógnito por questões de segurança. “O objetivo era dizer que
todos os exames estão em instalações seguras e em condições de total
segurança”, justificou, considerando existir um “alarmismo que põe em
causa a credibilidade de um processo crítico”.
Atualmente impressos
noutras instalações da Imprensa Nacional Casa da Moeda, todos os exames
nacionais são depois transportados para aquele armazém em Mem Martins,
de onde saem pelas mãos das forças de segurança, que só os entregam nas
escolas no dia da prova. Logo após serem realizadas, as provas voltam
para aquele local, novamente transportadas pelas forças de segurança,
onde são organizadas, digitalizadas e arquivadas até concluído o
processo de classificação. A tarefa envolve dezenas de professores que,
todos os dias, entre as 08h00 e as 22h00, trabalham naquelas instalações
para processar as provas realizadas entre 16 e 26 de junho.
Os
professores terão agora até 14 de julho para classificar as provas (era
até dia 10), e os resultados serão afixados a 17 de julho, em vez de 14
de julho.
A segunda fase dos exames finais nacionais do ensino
secundário, que deveria começar a 16 de julho, arranca apenas na tarde
de 20 de julho e termina a 24 de julho, em vez de 22 de julho.
Alunos vão ter acesso à correção dos exames nacionais
Ministro da Educação disse que no dia 17 com a publicação das notas,
todos os alunos poderão aceder à prova e verificar a correção e
classificações dos itens
Autor: Lusa
