Emprego

China preocupada com "agitação laboral"


 

Lusa/AOonline   Economia   20 de Nov de 2008, 11:14

O ministro dos Recursos Humanos e Segurança Social chinês, Yin Weimin, assumiu a agitação laboral como a sua "primeira preocupação" e alertou que a crise financeira global poderá agravar a "crítica" situação do emprego.
"O governo apelou às empresas a que recorram à comunicação e ao diálogo para evitar disputas laborais", disse Yin Weimin, citado pela agência noticiosa oficial chinesa.

    Devido à crise financeira internacional, "algumas empresas, especialmente as pequenas unidades de trabalho intensivo, tiveram de fechar ou reduzir a produção", reconheceu o ministro.

    Contudo, "houve um esforço para cortar a agitação laboral pela raiz em pelo menos dois casos, através de consultas ao nível das organizações de base".

    Oficialmente, o índice de desemprego mantém-se nos 4 por cento, mas as estatísticas chinesas nesta área não costumam incluir as dezenas de milhões de trabalhadores migrantes que laboram na construção civil e em muitas indústrias exportadoras do litoral.

    Segundo um estudo divulgado em Outubro em Cantão, sul da China, no primeiro semestre do ano fecharam 67.000 empresas, nomeadamente os fabricantes de brinquedos que ficaram sem encomendas dos Estados Unidos e de outros países ocidentais.

    A preocupação com a "estabilidade social" foi também manifestada por Zhou Yongkang, um dos nove membros do Comité Permanente do Politburo do Partido Comunista, a cúpula do poder na China.

    Zhou Yongkang exortou os tribunais a "clarificar os casos há muito pendentes", afirmando que "o cumprimento das sentenças é uma necessidade urgente para enfrentar a crise financeira global e impulsionar o desenvolvimento económico".

    "Isso também ajudar a aliviar os conflitos sociais e a manter a estabilidade social", acrescentou.

    Em 2008, pela primeira vez nos últimos cinco anos, a economia chinesa crescerá abaixo dos dez por cento e em 2009, segundo previsões do FMI (Fundo Monetário Internacional), apenas 8,5 por cento - menos 2,9 pontos que em 2007.

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