Chávez com «contactos de última hora» em Paris

Chávez com «contactos de última hora» em Paris

 

Lusa / AO online   Internacional   20 de Nov de 2007, 11:28

O Presidente da Venezuela, em visita a Paris, tem "contactos de última hora" com "líderes amigos" sobre questões de "trocas humanitárias", indicou o seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Nicolas Maduro.
Hugo Chávez alterou a sua agenda e "tem contactos de última hora com o governo e líderes amigos sobre modalidades de trocas humanitárias", declarou Maduro antes de uma reunião com o Medef (confederação patronal francesa) num grande hotel parisiense.

O Presidente venezuelano, que se devia encontrar com uma centena de responsáveis de grandes empresas francesas, entre as quais o grupo petrolífero Total, não esteve presente na abertura da reunião. O seu ministro, que justificou a sua ausência, não adiantou se Chávez viria mais tarde.

Hugo Chávez chegou segunda-feira à noite a Paris para uma visita de 24 horas centrada na situação dos reféns na Colômbia, entre os quais se encontra a franco-colombiana Ingrid Betancourt.

Maduro reafirmou a vontade do seu governo de fazer avançar este dossier.

Mandatado há três meses pelas autoridades colombianas para uma mediação com a guerrilha que retém Ingrid Betancourt, Chávez afirmou segunda-feira à noite em Paris que o seu homólogo colombiano, Alvaro Uribe, o tinha autorizado, sob certas condições, a encontrar-se com o chefe das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC - guerrilha marxista), Manuel Marulanda.

Declarou-se «seguro» de que Ingrid Betancourt está viva, admitindo não dispor ainda de «provas materiais como um vídeo ou uma gravação».

Por outro lado, o ex-marido de Ingrid Betancourt, Fabrice Delloye, considera que se nos próximos 15 dias não houver provas de que a sequestrada está viva não será possível uma negociação para conseguir que seja libertada.

Entrevistado hoje pela televisão francesa I-Télé, Delloye, pai dos dois filhos de Betancourt, confirmou que Chávez não conseguiu provas de que a ex-candidata presidencial ecologista está viva.

«As FARC nunca querem dar os dados no momento em que os esperamos. Estamos cansados pela pressão que não deixam de exercer sobre as famílias dos reféns», disse Delloye, para quem se nos próximos dias for apresentada essa prova de vida «o processo estará relançado».

O governo colombiano deu até 31 de Dezembro a Chávez para que realize a mediação e condiciona um eventual encontro deste com o líder das FARC, Manuel Marulanda, à libertação prévia de 45 reféns susceptíveis de serem trocados por meio milhar de guerrilheiros.
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