Cerca de 13,6 milhões de europeus emigrantes com "direitos políticos limitados"

Cerca de 13,6 milhões de europeus emigrantes com "direitos políticos limitados"

 

Lusa/AO Online   Internacional   21 de Set de 2013, 15:20

Cerca de 13,6 milhões de europeus que emigraram para países da União Europeia têm "os seus direitos políticos limitados" ao não poderem votar nas eleições do país onde residem e pagam os seus impostos, segundo a Associação Europeia sem Fronteiras.

A plataforma sublinha que estas pessoas não participam nas eleições nacionais ou regionais do país em que vivem, mas cumprem as suas obrigações fiscais, o que faz com que não tenham os mesmos direitos. No total, estes 13,6 milhões de emigrantes equivalem à soma da população da Áustria, Irlanda e Luxemburgo, refere a plataforma europeia, que se baseou nos dados do gabinete de estatísticas da União Europeia (Eurostat). Cita como exemplo "casos extremos", como o do Reino Unido, em que os ingleses podem perder o direito de votar no seu próprio país se viverem no estrangeiro há mais de 15 anos. Para a plataforma, esta situação cria "cidadãos de segunda, sem nenhum direito político”, tanto no país de origem como no país de destino". Por esta razão, a Associação Europeia sem Fronteiras pretende lançar a iniciativa "Let me Vote", que defende que os emigrantes europeus residentes noutros Estados-membros possam votar em todas as eleições que se realizam no país em que residem nas mesmas condições dos seus habitantes. A iniciativa necessita de um milhão de assinaturas de, pelo menos, um quarto dos Estados-Membros para que a Comissão Europeia a possa estudar e submetê-la ao Parlamento Europeu.

 


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