Açoriano Oriental
Cerca de 13,6 milhões de europeus emigrantes com "direitos políticos limitados"
Cerca de 13,6 milhões de europeus que emigraram para países da União Europeia têm "os seus direitos políticos limitados" ao não poderem votar nas eleições do país onde residem e pagam os seus impostos, segundo a Associação Europeia sem Fronteiras.
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Foto: ANDRE KOSTERS/LUSA
Autor: Lusa/AO Online

A plataforma sublinha que estas pessoas não participam nas eleições nacionais ou regionais do país em que vivem, mas cumprem as suas obrigações fiscais, o que faz com que não tenham os mesmos direitos. No total, estes 13,6 milhões de emigrantes equivalem à soma da população da Áustria, Irlanda e Luxemburgo, refere a plataforma europeia, que se baseou nos dados do gabinete de estatísticas da União Europeia (Eurostat). Cita como exemplo "casos extremos", como o do Reino Unido, em que os ingleses podem perder o direito de votar no seu próprio país se viverem no estrangeiro há mais de 15 anos. Para a plataforma, esta situação cria "cidadãos de segunda, sem nenhum direito político”, tanto no país de origem como no país de destino". Por esta razão, a Associação Europeia sem Fronteiras pretende lançar a iniciativa "Let me Vote", que defende que os emigrantes europeus residentes noutros Estados-membros possam votar em todas as eleições que se realizam no país em que residem nas mesmas condições dos seus habitantes. A iniciativa necessita de um milhão de assinaturas de, pelo menos, um quarto dos Estados-Membros para que a Comissão Europeia a possa estudar e submetê-la ao Parlamento Europeu.

 

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