Açoriano Oriental
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CDU quer “voltar a eleger” nas Flores, onde a preocupação é o envelhecimento

O “envelhecimento da população e a necessidade de fixação de mais população” foram os temas centrais da campanha da CDU nas Flores, ilha onde o partido está a “trabalhar para voltar a eleger”, afirmou Marco Varela.

CDU quer “voltar a eleger” nas Flores, onde a preocupação é o envelhecimento

Autor: Lusa/AO Online

Em declarações por telefone à agência Lusa, o coordenador regional do PCP, Marco Varela, adiantou que o “envelhecimento da população e a necessidade de fixação de mais população” foram as principais questões levantadas na ação de campanha que decorreu, na ilha das Flores, por onde elegeram, há quatro anos, o único deputado do partido no parlamento açoriano.

A CDU, coligação que junta o Partido Comunista ao Partido Ecologista Os Verdes, tem “respostas a concertar relativamente à coesão territorial”: “É necessário tomar-se medidas, seja na fixação de jovens, com incentivos na área da habitação, seja na questão do trabalho com direitos e no combate à precariedade e a valorização de salários”, esclareceu o dirigente.

Para o também candidato pelos círculos do Corvo e de compensação, o balanço da ação foi “muito positivo”, tendo a coligação verificado que, “claramente, as pessoas identificaram-se com o trabalho realizado nos últimos quatro anos por parte do deputado da CDU, que defendeu a ilha e defendeu os florentinos”.

“Estamos, naturalmente, a trabalhar para voltar a eleger pela ilha das Flores”, declarou.

Num dia em que a comitiva visitou o porto das Lajes das Flores, que ficou completamente destruído depois da passagem do furacão Lorenzo pela região, há cerca de um ano, Marco Varela sublinhou a importância da reconstrução célere daquele que é “um instrumento fundamental para o funcionamento da ilha, para o abastecimento da ilha e para a exportação, nomeadamente do gado”.

O partido “tem vindo a acompanhar o processo, o andamento da obra”, para a qual apresentou, em sede de Orçamento do Estado de 2020, “uma proposta concreta do financiamento a 100%”, já que “é uma obra de utilidade pública, fundamental para repor a normalidade nas ilhas do grupo ocidental [Flores e Corvo]”.

A campanha eleitoral decorre entre 11 e 23 de outubro, estando o sufrágio marcado para o dia 25.

Nas eleições regionais açorianas existe um círculo por cada uma das nove ilhas (São Miguel, Terceira, Faial, Pico, São Jorge, Graciosa, Santa Maria, Flores e Corvo) e um círculo regional de compensação, reunindo os votos que não foram aproveitados para a eleição de parlamentares nos círculos de ilha.

Ao todo, são 13 as forças políticas que se candidatam aos 57 lugares da Assembleia Legislativa Regional: PS, PSD, CDS-PP, BE, CDU, PPM, Iniciativa Liberal, Livre, PAN, Chega, Aliança, MPT e PCTP/MRPP.

Nas anteriores legislativas açorianas, em 2016, o PS venceu com 46,4% dos votos, o que se traduziu em 30 mandatos no parlamento regional, contra 30,89% do segundo partido mais votado, o PSD, com 19 mandatos, e 7,1% do CDS-PP (quatro mandatos).

O BE, com 3,6%, obteve dois mandatos, a coligação PCP/PEV, com 2,6%, um, e o PPM, com 0,93% dos votos expressos, também um.

Estão inscritos para votar 228.999 eleitores.

O PS governa a região há 24 anos, tendo sido antecedido pelo PSD, que liderou o executivo regional entre 1976 e 1996.

Vasco Cordeiro, líder do PS/Açores e presidente do Governo Regional desde as legislativas regionais de 2012, após a saída de Carlos César, que esteve 16 anos no poder, apresenta-se de novo a votos para tentar um terceiro e último mandato como chefe do executivo.


 
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