Cavaco recusa que crise do euro seja apenas responsabilidade dos países com problemas de "disciplina orçamental"

Cavaco recusa que crise do euro seja apenas responsabilidade dos países com problemas de "disciplina orçamental"

 

Lusa/AO online   Nacional   11 de Out de 2011, 16:56

O Presidente da República recusou hoje que a crise do euro seja apenas responsabilidade dos países com problemas de "disciplina orçamental", insistindo na necessidade de uma resposta "pronta" a uma das crises mais sérias da história da construção europeia

"A causa desta crise não reside no tratado que instituiu o euro nem é culpa apenas dos Estados membros com problemas de disciplina orçamental. A resposta tem de ser europeia, pronta e eficaz no curto prazo", lê-se numa mensagem colocada pelo chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, na sua página na rede social "Facebook".

Na mensagem, Cavaco Silva anuncia ainda que quarta-feira irá deslocar-se a Itália, onde fará uma conferência no Instituto Universitário Europeu de Florença sobre "As lições da crise do euro", sublinhando tratar-se de "uma das crises mais sérias da história da construção europeia".

Inserida no ciclo de conferências "A Europa em Debate" promovido pelo Instituto Universitário Europeu (IUE), a intervenção do chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, será feita em português, com tradução simultânea para inglês e italiano, e deverá assim centrar-se no atual momento europeu e nos desafios que a União Europeia tem pela frente.

A necessidade de uma maior liderança europeia e a confiança que deposita no ideal europeu deverão ser outras das ideias a desenvolver por Cavaco Silva, temas que têm, aliás, sido abordados nas últimas intervenções públicas do Presidente da República, nomeadamente no discurso que proferiu no 05 de Outubro, onde falou sobre a "encruzilhada" em que a Europa se encontra quanto ao seu futuro.

"Vivemos dias que são um teste decisivo para a vitalidade da União Europeia", alertou Cavaco Silva, defendendo que os "líderes europeus da atualidade têm de saber estar à altura dos ideais grandiosos de Jean Monnet ou de Robert Schuman".

Há duas semanas, durante uma entrevista à TVI o chefe de Estado avançou igualmente com algumas medidas que preconiza no âmbito da "grave crise" que atinge a zona Euro, defendendo uma "intervenção ilimitada" do Banco Central Europeu para ajudar países com problemas de liquidez, cuja autonomia financeira devia depois ficar limitada, assim como a construção de uma estratégia europeia de crescimento económico e de emprego.


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