Casa Branca preocupada com violência na Birmânia

Casa Branca preocupada com  violência na Birmânia

 

Lusa/ AO online   Internacional   1 de Out de 2007, 16:59

A Casa Branca declarou-se  muito preocupada com a continuação das "violências e das intimidações" na Birmânia e exortou a junta militar no poder a autorizar as manifestações pacíficas.
      "As informações provenientes da Birmânia continuam a dar conta de violências e intimidações, é uma questão muito preocupante para o presidente e a senhora Bush", fortemente empenhados na causa pró-democracia na Birmânia, disse a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino.

    "É importante que o processo de reconciliação nacional arranque", disse.

    Por outro lado, os países da União Europeia pediram hoje ao Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas para condenar a repressão das manifestações pacíficas pelo regime birmanês.

    Num projecto de resolução que será levado terça-feira à sessão extraordinária do Conselho, a UE propõe que se "condene firmemente a continuação da repressão violenta das manifestações pacíficas na Birmânia, que conduz a brutalidades, homicídios e detenções arbitrárias".

    O texto, entregue pela presidência portuguesa da União, apela à junta birmanesa para "a maior contenção" face aos manifestantes e para entregar à justiça os autores de violações dos direitos humanos.

    Reclama a libertação "o mais rapidamente possível" de todas as pessoas detidas nos últimos dias, assim como de todos os prisioneiros políticos, nomeadamente da líder da oposição, Aung San Suu Kyi.

    Sexta-feira, o Conselho dos Direitos Humanos aprovou a proposta europeia de convocar uma sessão extraordinária para analisar a questão da Birmânia a pedido de 17 dos seus 47 Estados membros. O regulamento exige um número mínimo de 16.

    Até agora nenhum outro projecto de resolução foi entregue ao Conselho, segundo fontes diplomáticas.

    A sessão decorrerá no mesmo dia em que o enviado especial da ONU Ibrahim Gambari se deve encontrar com o presidente da junta militar, o generalíssimo Than Shwe, em Naypyidaw, a capital birmanesa.

    Gambari esteve domingo com Aung San Suu Kyi.

    Os protestos contra as medidas de austeridade da junta militar - iniciados a 19 de Agosto depois do governo birmanês ter anunciado um aumento de mais de 500 por cento do preço da gasolina - transformaram-se em protestos em massa contra 45 anos de ditadura militar quando os monges budistas começaram a liderar as manifestações a 18 de Setembro.

    Na semana passada, em resposta aos protestos, os militares dispararam indiscriminadamente contra os manifestantes desarmados, matando pelo menos dez pessoas, segundo dados do governo birmanês. Grupos dissidentes afirmaram que pelo menos 200 pessoas terão morrido.

    De acordo com a Associação de Assistência aos Presos Políticos (AAPP, com sede na Tailândia), o número de detenções aproxima-se das 1.500.

    Organizações de defesa dos direitos humanos dão conta de mais de mil "desaparecidos".
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