Carlos César preocupado com influência dos "subsistemas" da Administração sobre as autonomias

O presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, afirmou terça-feira no Funchal recear que Portugal esteja a ser governado, durante a presidência portuguesa da União Europeia, por um "subsistema" de directores gerais.


Espera, no entanto, que esse subsistema que "está tão emergente com as ocupações que os ministros e primeiro- ministro têm na Presidência portuguesa, não ganhe influência ou posição irreversível".

    Carlos César acrescentou que a focalização das atenções na presidência portuguesa da UE faz com que “alguns ministros que não têm noção do que são as autonomias políticas” passem a ter um papel mais preponderante.

    Esse “subsistema” não representa “necessariamente uma linha política e estratégica do Governo da República em algumas áreas designadamente no tratamento da questão autonómica", disse o presidente do Governo Regional dos Açores.

    “É minha convicção que grande parte dos problemas que se acrescentam ao convívio do país com as autonomias tem a ver com esta estrutura intermédia da Administração Central que acha que as autonomias são uma intrusão no Estado", concluiu.

    Carlos César encontra-se na Madeira no âmbito da XIII Conferência dos Presidentes das Regiões Ultraperiféricas da União Europeia.
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