PSD

Candidatura de Moreira da Silva manifesta “total abertura” para debates com Montenegro

A candidatura de Jorge Moreira da Silva à liderança do PSD manifestou “total abertura” para realizar debates na comunicação social com o seu adversário, dizendo aguardar que Luís Montenegro faça o mesmo.



Na formalização da candidatura na sede nacional do PSD, sem a presença do candidato e antigo vice-presidente do PSD que está com covid-19, foi lida uma declaração de Jorge Moreira da Silva pelo seu coordenador de campanha, Miguel Goulão.

“Estou naturalmente disponível para debater na TV e nas rádios com a outra candidatura os nossos projetos, as nossas diferenças e naturalmente o que também nos une. Já respondemos positivamente a algumas das propostas enviadas para a nossa candidatura. Acredito que a outra candidatura fará o mesmo. Assim ganha o partido, ganham os militantes, mas sobretudo ganha o país”, refere o candidato, na declaração lida.

Questionado se já há algum debate marcado, o diretor de campanha, o deputado Carlos Eduardo Reis, reiterou que a candidatura de Moreira da Silva manifestou “total abertura para aceitar um conjunto de debates”, dizendo aguardar que de Luís Montenegro “faça o mesmo”.

Fonte da candidatura informou que o antigo líder parlamentar do PSD ligou hoje a Moreira da Silva para se inteirar do seu estado de saúde.

Na declaração lida, Moreira da Silva, que informou hoje ter testado positivo à covid-19, refere que “quinta-feira, se tudo correr normalmente” já voltará a estar em contacto direto com os militantes.

Segundo Carlos Eduardo Reis, foram entregues de 1.800 assinaturas, um orçamento de campanha de 47.500 euros e a moção de estratégia “Direito ao Futuro”.

O candidato, na declaração lida, diz estar bem física e animicamente “e com um entusiasmo redobrado”.

“Em breve regressarei à ‘estrada’ para fazer aquilo que mais gosto: estar com os militantes do PSD, apresentar as minhas ideias para o partido e para o país; respondendo às questões que me são colocadas pelos militantes e simpatizantes”, refere, dizendo que ainda pretende deslocar-se às ilhas.

Sobre a agenda até ao seu regresso presencial, o candidato disse apenas que serão utilizados “os meios digitais”.

As candidaturas à liderança do PSD têm de ser subscritas por um mínimo de 1.500 assinaturas, de uma proposta de estratégia global e de um orçamento de campanha.

As eleições diretas para escolher o próximo presidente do PSD realizam-se em 28 de maio e são candidatos anunciados à sucessão de Rui Rio o antigo líder parlamentar Luís Montenegro e o antigo vice-presidente Jorge Moreira da Silva.

Luís Montenegro formalizou na quinta-feira a sua candidatura, com a entrega de mais de 2.800 assinaturas, um orçamento de campanha a rondar os 48 mil euros e a moção “Acreditar”, que tem sido o lema da sua campanha.


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