Câmara avança com revisão do Plano Director Municipal


 

Paula Gouveia   Regional   29 de Dez de 2008, 10:12

Com a conclusão dos Planos de Pormenor da Salga e da Vila do Nordeste e o projecto SCUT, impõe-se
uma revisão do principal instrumento de ordenamento do território do concelho.
A Câmara Municipal do Nordeste vai dar início à revisão do Plano Director Municipal (PDM) do concelho.
Como explica o presidente da autarquia, José Carlos Carreiro, “o plano tem alguns anos e já está desajustado das nossas realidades”. A conclusão dos Planos de Pormenor da Salga e da vila de Nordeste e o início do projecto da nova estrada em regime SCUT (sem custos para o utilizador), impõe agora a revisão dos objectivos do ordenamento do território do concelho, tendo em conta a necessidade de novas vias, novos loteamentos e equipamentos. “Será praticamente um novo plano director municipal”, sublinha José Carlos Carreiro.
Mas a autarquia não vai esperar pela revisão do PDM para avançar com os projectos previstos no âmbito do Plano de Pormenor da Vila do Nordeste.  Como adianta o presidente da Câmara Municipal, está prevista a criação de uma nova zona de expansão da vila - na área situada por detrás da Igreja Matriz e que vai até à zona das Amoreiras.
“Era necessária uma definição para a zona e as ideias que já foram apresentadas colheram muito boa aceitação por parte da nossa população”, diz José Carlos Carreiro.
A principal novidade do projecto é a criação de uma bonita praça - a Praça dos Sete Ventos -  “uma obra de arquitectura notável que terá na sua base um parque de estacionamento subterrâneo”. “Estão também previstos mais arruamentos na zona e a demolição de três moradias para o correcto ordenamento daquele centro da vila do Nordeste”, revela o autarca. A primeira fase da intervenção arranca no próximo ano, com a abertura de uma nova via e a recuperação de outra. E a segunda fase será a execução do parque subterrâneo e da praça.
Também o Plano de Pormenor da Salga começará a produzir efeito em breve. Segundo José Carlos Carreiro, o instrumento de ordenamento do território será apresentado nos primeiros dias de Janeiro à população, para que se dê início à solução de um problema de décadas: das 150 casas existentes na freguesia, 113 estão construídas em terrenos cujo proprietário não é o mesmo da habitação, “criando constrangimentos sérios a esses agregados familiares, nomeadamente na transmissão dos seus bens, na contracção de créditos na banca ou outras iniciativas financeiras”, explica o autarca. Agora que os terrenos foram identificados e delimitados com rigor, os rendeiros poderão chegar a entendimento com os proprietários dos terrenos para a sua aquisição.

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