Banca

BPI vai ultrapassar novo mínimo de fundos próprios no final do ano


 

Lusa/AOonline   Economia   4 de Nov de 2008, 10:56

O presidente do BPI, Artur Santos Silva, afirmou segunda-feira à noite que no final deste ano a instituição terá ultrapassado os oito por cento definidos como o novo mínimo de fundos próprios exigido aos bancos.
Artur Santos Silva afastou, por isso, a possibilidade de o BPI recorrer proximamente ao financiamento de quatro mil milhões de euros disponibilizado pelo Governo.

    “Nos tempos mais próximos, não vejo nenhuma razão para isso acontecer”, afirmou o presidente do BPI aos jornalistas, em Évora.

    “Em relação aos objectivos definidos, anunciados ontem [domingo], o BPI no final do ano já terá ultrapassado os valores de referência indicados”, acrescentou Artur Santos Silva, no final de um jantar-debate nas jornadas parlamentares do PSD, em que falou sobre empresas e competitividade.

    Os quatro mil milhões de euros “no futuro podem ou não ser utilizados por cada um, de acordo com a sua situação”, concluiu Artur Santos Silva, que se manifestou optimista quanto à situação da banca, referindo que o governador do Banco de Portugal e o ministro das Finanças disseram que “não há razões para preocupações em concreto quanto a nenhum banco português”.

    De acordo com o presidente do BPI, “neste momento está restabelecida a confiança no funcionamento do sistema bancário em geral” nos países europeus, depois das “medidas adequadas” tomadas pela União Europeia e individualmente pelos estados-membros.

    Concretamente, quanto a Portugal, Artur Santos Silva considerou que o Governo tomou “medidas bem pensadas” que espera serem “mais do que suficientes para resolverem os problemas que possam vir a ocorrer nos bancos”.

    Na opinião do presidente do BPI também “as entidades de supervisão têm actuado bem” em Portugal.

    Sobre a nacionalização do BPN proposta pelo Governo, Artur Santos Silva considerou que “foram dados detalhes extremamente confrangedores sobre o que se passou” na instituição e que “determinaram a intervenção” estatal.

    “Face aos dados que foram divulgados, acho que a intervenção se justificava. Com a informação que tenho, penso que foi adequada”, afirmou.

    No seu discurso nas jornadas do PSD, Artur Santos Silva sustentou que “o grande problema é a qualidade dos recursos humanos” portugueses e que “o que tem de ser atacado mais urgentemente é a qualidade do ensino básico”.

    “Um miúdo de 9, 10 anos que não tem uma série de conhecimentos e de atributos nunca mais consegue ser muito bom”, argumentou, defendendo “uma reforma do sistema de ensino que leve os melhores professores para o ensino básico”.

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