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Bis de Lisandro resolve derby da Invicta

Bis de Lisandro resolve derby da Invicta

 

Lusa/AO   Futebol   29 de Set de 2007, 22:46

O FC Porto, com dois golos do argentino Lisandro Lopez, bateu o Boavista no derby nortenho da sexta jornada da Liga, e continua invicto na prova
O FC Porto, com “bis” de Lisandro Lopez, venceu hoje em casa o Boavista (2-0), somou a sexta vitória em seis jornadas na Liga de futebol e colocou-se com sete e oito pontos de vantagem sobre Sporting e Benfica.
Depois do “nulo” na Luz, entre os eternos rivais na luta pelo título, e aparentemente já esquecido da eliminação surpreendente em Fátima para a Taça da Liga, o conjunto “azul e branco” voltou a bater um recorde e somou o sexto triunfo consecutivo num arranque de campeonato, repetindo o feito de Artur Jorge, que, em 1990/91, apenas tombou à sétima ronda, frente ao Nacional (1-2 nas Antas).
O avançado argentino Lisandro Lopez, pelo quarto jogo consecutivo a marcar, volta a ser decisivo, depois de já ter sido o “carregador de piano” frente ao Marítimo, em casa (1-0), e em Paços de Ferreira (2-0).
Nas comemorações do 114º aniversário e em vésperas de defrontar, na Turquia, o Besiktas, na segunda ronda da “Champions”, o FC Porto rejubila com novo êxito e deixa em “estado do choque” e cada vez mais longe na tabela os candidatos Sporting e Benfica.
O Boavista, mal demais, e apenas a espaços superior ao FC Porto, sobretudo no início da segunda parte, regista nova derrota e continua com apenas um golo no campeonato e sem saber o que é ainda festejar um triunfo.
Depois de ter poupado meia equipa no desaire em Fátima e já menos preocupado com uma onda grande de lesões, Jesualdo Ferreira voltou a chamar Helton para a baliza, e Bosingwa, Stepanov, Bruno Alves e Marek Cech para a defesa.
Para o meio-campo, o treinador portista apostou em Paulo Assunção, Raul Meireles e Lucho Gonzalez, deixando Tarik Sektioui e Quaresma no apoio a Lisandro Lopez.
No Boavista, Jaime Pacheco, como tinha prometido, manteve a aposta num “4-3-3” semelhante ao do bicampeão português, com Carlos na baliza, uma defesa com Rissutt, Ricardo Silva, Marcelão e Moisés, um meio-campo robusto e composto por Diakité, Fleurival e Jorge Ribeiro, ficando o ataque entregue ao tridente Zé Kalanga, Mateus e Edgar.
Dominador e ao ataque, como é seu timbre, o FC Porto entrou pressionante e, aos quatro minutos, Lisandro atirou por cima, na recarga a um livre de Quaresma, da esquerda, no primeiro sinal de aviso da ambição portista.
O Boavista procurava atacar, mas sempre de forma tímida e resguardada, e acabou mesmo por ser o FC Porto a inaugurar o marcador, aos 15 minutos: Quaresma “bateu” forte um livre novamente da esquerda, Carlos defendeu para a frente e Lisandro Lopez, livre de marcação, empurrou com o pé esquerdo e fez o seu quinto golo no campeonato, tornando-se líder isolado na lista de goleadores.
O FC Porto retirou então o “pé do acelerador” e procurou defender mais do que atacar e, aos 42 minutos, os “axadrezados” chegaram pela primeira vez com perigo à área adversária, com o angolano Zé Kalanga a rematar forte de longe e a obrigar Helton a defesa pela linha de fundo.
Ao intervalo, Jesualdo Ferreira retirou o marroquino Tarik e chamou o brasileiro Leandro Lima e este arriscou mesmo um remate de longe, ainda que ao lado, logo aos 51 minutos.
Pacheco respondeu com a entrada do guineense Bangoura (saiu Zé Kalanga), aos 53 minutos, e, no minuto seguinte, Edgar, em excelente posição, falhou por muito o alvo, depois de cruzamento de Mateus, da direita.
Aos 67 minutos, Raul Meireles atirou ao lado, mas era o Boavista que neste período dominava, muito por causa da apatia portista, certamente motivada pela deslocação de quarta-feira à Turquia para defrontar o Besiktas.
Bangoura, aos 70 minutos, poderia ter igualado, não fosse a falta de força na sequência de uma excelente jogada individual e, aos 71, já com Laionel no lugar de Mateus, o argentino Lucho Gonzalez, hoje capitão do FC Porto, cabeceou ao lado, após centro da esquerda de Quaresma.
Depois, voltou a aparecer a eficácia de Lisandro que, aos 75 minutos, e na sequência de um cruzamento da esquerda de Marek Cech, selou o resultado final e voltou a animar o Dragão que, em alguns momentos do jogo, trocou as “labaredas” por sonoros assobios.
Adriano e Bolatti foram ainda chamados por Jesualdo Ferreira após o golo, para cumprirem minutos e deixarem descansar Lucho Gonzalez e Raul Meireles, peças fundamentais no meio-campo portista para a “operação Besiktas”.


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