BE quer esclarecimentos do Governo sobre utilização das Lajes por voos da CIA


 

Lusa/AO On Line   Nacional   16 de Dez de 2010, 05:51

O Bloco de Esquerda quer que o primeiro-ministro, José Sócrates, esclareça os telegramas diplomáticos norte-americanos dirigidos a Portugal sobre os voos dos detidos de Guantánamo.

Numa pergunta dirigida na quarta-feira ao chefe do Governo, BE questiona José Sócrates sobre se o seu gabinete teve "conhecimento de voos, provenientes de Guantánamo, que tenham atravessado o espaço aéreo nacional ou utilizado instalações aeronáuticas portuguesas".

O Bloco de Esquerda quer ainda saber, caso o gabinete de Sócrates tivesse conhecimento, "quais foram estes voos, quando se realizaram, transportando que passageiros e com que destino final", bem como se "tais voos autorizados pelo Governo português".

A pergunta do BE surge depois de o jornal espanhol El País ter noticiado na quarta-feira, citando telegramas da Embaixada dos EUA em Lisboa publicados pelo portal WikiLeaks, que o primeiro-ministro, José Sócrates, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, autorizaram que voos de repatriamento de prisioneiros de Guantánamo sobrevoassem o espaço aéreo português ou fizessem escala nas Lajes, nos Açores.

A 07 de dezembro, o chefe da diplomacia portuguesa, Luís Amado, esclareceu na Comissão Parlamentar de Negócios Estrangeiros, a propósito de um outro telegrama da Embaixada dos Estados Unidos em Lisboa divulgado pelo WikiLeaks, que "pura e simplesmente não houve voo nenhum".

Sobre os novos telegramas citados pelo El País, o gabinete de José Sócrates remeteu na quarta-feira para o ex-assessor diplomático Jorge Roza de Oliveira, que negou ter admitido, em 2007, junto do embaixador dos Estados Unidos em Portugal que voos norte-americanos com prisioneiros de Guantánamo tenham sobrevoado o espaço aéreo nacional.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.