BE diz que libertação de Lula da Silva é um ato de “justiça e democracia”

BE diz que libertação de Lula da Silva é um ato de “justiça e democracia”

 

AO Online/ Lusa   Internacional   9 de Nov de 2019, 00:38

O Bloco de Esquerda considerou esta sexta feira que a libertação do ex-presidente do Brasil Lula da Silva é um ato de “justiça e democracia”, referindo que a sua prisão foi motivada por uma “perseguição política”.

“A libertação de Lula da Silva, decidida hoje pelo Supremo Tribunal Federal do Brasil, é um ato de justiça e democracia que deve ser saudado internacionalmente por todos os democratas”, refere o BE em comunicado.

O Bloco salienta que Lula da Silva estava preso há mais de 500 dias, sendo “vítima de uma condenação arbitrária, à revelia dos direitos básicos de qualquer Estado de direito”.

“Confirmando que o princípio da presunção inocência foi sistematicamente violado no processo que levou à sua detenção, a decisão do Supremo Tribunal Federal vem confirmar que a prisão de Lula da Silva foi motivada por uma perseguição política”, acrescenta.

O partido explica que a sua libertação permite ao antigo presidente do Brasil enfrentar em liberdade o processo que decorre contra ele, de modo a “derrotar os autores da acusação sem prova de que foi alvo”.

“O Bloco de Esquerda empenhou-se desde início em todas mobilizações internacionais de denúncia e reivindicação pela liberdade de Lula da Silva. Na expectativa de que o Brasil garanta o estrito cumprimento do Estado de direito, saudamos o ex-presidente do Brasil, o seu partido, o PT [Partido dos Trabalhadores], bem como todas as forças que se uniram contra a prisão de Lula e todo o povo brasileiro por este ato de justiça”, conclui.

Luiz Inácio Lula da Silva foi libertado hoje da prisão, na sequência da decisão do Supremo Tribunal Federal brasileiro (STF) de anular prisões em segunda instância, como era o caso do antigo chefe de Estado, preso desde abril de 2018 na sede da Polícia Federal de Curitiba, estado do Paraná, sul do Brasil.

O histórico líder do PT foi preso após ter sido condenado em segunda instância pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), num processo sobre a posse de um apartamento, que os procuradores alegam ter-lhe sido dado como suborno em troca de vantagens em contratos com a estatal petrolífera Petrobras pela construtora OAS.



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