Ban Ki-moon alarmado com esforços dos talibãs para conquistar distritos


 

Lusa / AO online   Internacional   6 de Nov de 2007, 11:09

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, manifestou segunda-feira a sua inquietação relativamente aos esforços dos talibãs para assumir o controlo de certos distritos no Afeganistão.
“O secretário-geral seguiu com inquietude os combates recentes no Afeganistão, em particular nas províncias de Kandahar e de Farah, onde grupos estruturados de talibãs tentaram conquistar e conservar o controlo de certos distritos”, afirmou a sua porta-voz, Michèle Montas.

Ban “sublinhou o papel crucial que a Força Internacional de Assistência à Segurança (ISAF) da NATO e as forças afegãs desempenham para assegurar que o Afeganistão não se torne num abrigo para os grupos terroristas e extremistas”, acrescentou o comunicado divulgado por Montas.

O líder da ONU considera como uma “infeliz realidade” o facto das operações dessas duas forças continuarem a ser necessárias no Afeganistão para instaurar uma paz duradoura e “um Mundo sem terrorismo”.

Ban pediu a todos os governos implicados no Afeganistão para “manter os seus compromissos actuais para assegurar o sucesso do esforço de reconstrução do Afeganistão”, refere ainda o texto.

Os talibãs ocuparam brevemente, na noite de domingo para segunda-feira, um terceiro distrito da província de Farah, no oeste do Afeganistão, antes de serem rapidamente expulsos pelas forças de segurança, segundo fontes oficiais em Cabul.

Dois distritos da província de Farah, na fronteira com o Irão, caíram na última semana nas mãos dos talibãs.

São dois distritos vizinhos de Bakwa e de Gulistan, enquanto Khaki Safed, mais a norte, faz fronteira com o distrito muito instável de Shindand, na província de Herat.

Os talibãs, no poder de 1996 a 2001, já conquistaram vários distritos que nunca conseguiram conservar em seu poder, à excepção do de Musa Qala, na província de Helmand, vizinha de Farah.

Os talibãs, afastados do poder no final de 2001, estão na origem de uma insurreição cada vez mais mortífera no Afeganistão.

Os confrontos provocaram mais de 5.000 mortos este ano, na sua maioria rebeldes.
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