Atlânticoline teve prejuízos menores que os previstos, diz administração

Atlânticoline teve prejuízos menores que os previstos, diz administração

 

Lusa/Ao online   Regional   14 de Jul de 2018, 10:50

O presidente do Conselho de Administração da Atlânticoline, Carlos Faias, foi ouvido esta sexta feira na Comissão de Inquérito ao Setor Público Empresarial, em Ponta Delgada, nos Açores, onde sublinhou que a empresa teve prejuízos menores que os previstos.

A audição, que tinha sido adiada para a manhã de hoje, serviu para analisar o Relatório e Contas da empresa pública de transporte marítimo de passageiros, assim como a gestão da empresa, que o administrador garante ser “eficiente e transparente” e que “tenta sempre cumprir a sua missão – o serviço público de transporte de passageiros e veículos”.

Carlos Faias destacou que 2017 foi um ano “atípico” para a empresa, mas que foi possível diminuir o prejuízo previsto, que acabou por ser de 2,6 milhões de euros negativos, num ano em que a Atlânticoline teve de fretar dois navios para a operação sazonal, depois de uma desistência de um fornecedor, resultando num encargo superior em cerca de 1 milhão de euros.

O resultado é uma inversão dos resultados líquidos positivos de anos anteriores, mas uma “utilização racional dos recursos [da empresa] permitiu uma redução na ordem de 23% relativamente àquela que tinha sido a estimativa de resultados negativos para o ano de 2017”.

A operação global da companhia de transporte marítimo registou um aumento de 6% no transporte de passageiros e 10% no transporte de viaturas, o que conduziu a um aumento de 11% em receitas próprias.

No ano 2017, conforme acordado com o Governo Regional, o apoio dado pelo executivo açoriano foi de 8 milhões de euros, uma vez que não foram pagos os primeiros quatro meses da operação.

Para o próximo ano, está previsto que seja feito o pagamento da verba de 10 milhões de euros que foi contratualizada.

O presidente do Conselho de Administração da transportadora marítima admite que a despesa de fretamento é um inconveniente e avança que o Governo Regional se comprometeu com a aquisição de duas embarcações, uma das quais deverá acontecer ainda este ano.

O navio que deverá substituir o Mestre Simão, que encalhou no porto da Madalena em 6 de janeiro de 2018, terá características semelhantes, mas prevê o transporte de mais viaturas, incluindo duas viaturas pesadas, para responder à crescente procura deste serviço.

Questionado sobre a greve dos marinheiros, Carlos Faias revelou que esta se deve a reivindicações acerca do sistema de avaliação de desempenho, que a empresa pretende indexar à evolução de carreira dos trabalhadores, e a aumentos salariais, que o sindicato insiste que devem ser de 15% do vencimento base.

As exigências salariais do sindicato são “incomportáveis” para a empresa, perfazendo um aumento na despesa na ordem dos 900 mil euros, mas esta está disponível para chegar a acordo com as entidades sindicais.

Em declarações aos jornalistas, Carlos Faias diz que, apesar das visões “incompatíveis”, a empresa ainda “não atirou a toalha ao chão” e tem vindo “a liderar o processo”, já que foi a “Atlânticoline que quis rever o acordo da empresa, de 2008, que vem da ex-Transmaçor”.



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