Atentados em Caxemira e Ajmer fazem 9 mortos e 23 feridos

Dois atentados em Caxemira e em Ajmer, norte da Índia, provocaram hoje pelo menos nove mortos e 23 feridos, anunciou a polícia indiana.


    Em Caxemira, dois civis e cinco soldados morreram na explosão de uma bomba numa cantina no distrito de Baramulla, num atentado reivindicado pelo grupo separatista armado Mujahidin.

    A explosão, que fez ainda seis feridos, atingiu soldados que estavam reunidos na cantina para assistir à transmissão televisiva do jogo de críquete entre a Índia e a Austrália, disse o sub-inspector geral da polícia de Caxemira do Norte, B. Srinivas, citado pela agência indiana PTI.

    Em Ajmer, no estado de Rajasthan, uma explosão no santuário muçulmano de Khwaja Moinuddin Chishti provocou pelo menos dois mortos e 17 feridos.

    O superintendente da polícia em Ajmer, S. Sengthir, disse que a explosão terá sido provocada por uma pequena bomba dissimulada numa caixa de comida.

    A explosão ocorreu cerca das 18:00 locais (13:30 em Lisboa), numa altura em que muitos fiéis se preparavam para as orações do fim da tarde.

    O atentado aconteceu a poucos dias do Eid-al-Fitr, que marca o fim do mês do Ramadão e que é assinalado sábado ou domingo, dependendo da Lua Nova.

    Os mercados na cidade foram encerrados após a explosão.

    A divindade Chrishti é conhecida como protectora dos pobres e o seu santuário em Ajmer - construído no século XII - atrai fiéis de todas as religiões.

    As autoridades indianas atribuíram o atentado a extremistas islâmicos, acusando-os de pretenderem prejudicar as relações entre as comunidades hindu e muçulmana.

    Com cerca de 2,1 milhões de habitantes, Ajmer é maioritariamente muçulmana, mas está rodeada de áreas de população hindu.
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