"As cidades inteligentes devem ter as pessoas no centro da sua ação", diz Vítor Fraga

"As cidades inteligentes devem ter as pessoas no centro da sua ação", diz Vítor Fraga

 

AO Online   Regional   27 de Out de 2018, 19:50

O presidente do Conselho de Administração da SDEA – Sociedade para o Desenvolvimento Empresarial dos Açores, defendeu esta sexta feira, em Las Palmas, Canárias, que “é redutor olhar para as Cidades Inteligentes/ Smart Cities apenas como projetos de desenvolvimento tecnológico ou de aplicação de tecnologia”.

“As verdadeiras cidades inteligentes utilizam a tecnologia como instrumento, ou seja, é um meio e não um fim, para encontrar soluções eficientes para os desafios com que os territórios se deparam, focando-se na resposta adequada aos problemas e anseios das pessoas”, afirmou Vítor Fraga, numa intervenção sobre “Cidades Inteligentes: as Smart Cities na Macaronésia”.

Para o presidente da SDEA- que participou no “II Tech Fórum: cidades e destinos inteligentes” a convite da PROEXCA - Agência de Desenvolvimento Económico das Canárias- “a melhoria contínua da qualidade de vida das pessoas deve estar permanentemente no centro da ação das entidades públicas”.

Nesse sentido, acrescentou, “devem promover o desenvolvimento de ecossistemas favoráveis ao fomento na inovação e do empreendedorismo”.

As smart cities devem, por isso, frisou Vítor Fraga, “refletir uma opção política de modelo de desenvolvimento, assente na participação cívica ativa e permanente dos cidadãos na gestão do território, na sustentabilidade e numa atitude colaborativa permanente entre entidades públicas e privadas”.

Com vista ao sucesso da implementação desse modelo de desenvolvimento, Vítor Fraga salientou ainda a importância de se “tirar partido da transformação digital em curso e da indústria 4.0”.

O administrador da Sociedade para o Desenvolvimento Empresarial dos Açores destacou, por outro lado, que as regiões insulares, pelas suas características, “assumem-se como locais de excelência para desenvolver projetos inovadores que respondam aos problemas que se colocam hoje à gestão dos territórios”.

Fraga Sublinhou, ainda, questões “relacionadas com a mobilidade, gestão se resíduos, transparência e celeridade na relação dos cidadãos com as entidades públicas, recolha e tratamento de resíduos, gestão sustentável dos recursos, entre tantos outros”. E defende que “a existência de mais de 40 projetos Mac-Interreg, em que os Açores estão a participar, dá bem nota da importância que a Região dá a uma atitude colaborativa, entre as várias regiões da Macaronésia, na abordagem e procura de respostas para os desafios com o que nos deparamos.”

No “II Tech Fórum: cidades e destinos inteligentes”,  foram analisados e debatidos, entre outros temas, o conceito de cidades inteligentes nas estratégias de desenvolvimento.

Paralelamente ao fórum, a organização programou reuniões com diversas empresas da Macaronésia, a fim de promover possíveis colaborações no âmbito da promoção de cidades e destinos mais inteligentes.



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