Açoriano Oriental
Covid-19
Aliança quer realização de testes na origem de todos os que viajam para os Açores

O partido Aliança defendeu esta quarta-feira que todos os passageiros que queiram viajar para os Açores deveriam realizar o teste à covid-19 na origem, eliminando a possibilidade de realizar o despiste aquando do desembarque na região.

Aliança quer realização de testes na origem de todos os que viajam para os Açores

Autor: Lusa/AO Online

“O teste [à covid-19] já deveria vir feito de onde o passageiro se desloca. Esse teste deveria ser feito, digitalizado e a Direção Regional de Saúde [deveria] controlar as chegadas dos passageiros para as respetivas residências ou hotéis”, declarou hoje aos jornalistas o presidente do Aliança/Açores, Paulo Silva.

O líder do partido na região falava em Ponta Delgada, no Aeroporto João Paulo II, numa sessão em que também defendeu a realização de testes à covid-19 para quem quiser viajar de São Miguel para outra ilha açoriana.

Paulo Silva destacou que, devido à existência de um foco de transmissão local em São Miguel, deveria ser obrigatório a realização do despiste nas viagens entre a maior ilha açoriana e as restantes.

O presidente do partido realçou que existem “centenas” de açorianos a circular entre as ilhas do arquipélago, até porque o Governo Regional elaborou um programa, o ‘Viver os Açores’, para promover o turismo interno.

“Nós temos de proteger todos os açorianos. Se temos uma situação dessa natureza, temos de pôr em prática o plano seguinte e o plano seguinte é fazer os testes interilhas”, afirmou.

Paulo Silva realçou que a zona do aeroporto de Ponta Delgada destinada à realização e à apresentação dos testes tem condições de trabalho “horríveis” para os profissionais de saúde que ali trabalham.

O líder do Aliança referiu que todos os passageiros que chegam a São Miguel “passam horas” naquela zona do aeroporto (seja para fazer ou para apresentar o teste à covid-19), considerando que o Governo Regional “não deveria mudar” a zona, mas sim “acabar” com ela.

“Este é o primeiro foco de pandemia, é aqui mesmo [no aeroporto]. São centenas de pessoas que ficam aglomeradas com teste e sem teste numa situação terceiro-mundista, que poderia ser muito mais bem pensada se agissem em vez de reagissem”, afirmou, referindo-se à atuação do Governo Regional.


 
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