"Algarve da Madeira" quer conquistar resto do país e Europa

"Algarve da Madeira" quer conquistar resto do país e Europa

 

Lusa / AO online   Economia   24 de Ago de 2008, 12:02

A pequena ilha do Porto Santo quer atingir rapidamente as 7.500 camas para turistas, procurando transformar-se num dos maiores destinos de praia da Europa, depois de ser já conhecida como o “Algarve da Madeira”.
    O presidente da Câmara de Porto Santo, Roberto Silva, foi eleito pela primeira vez em 1997 e desde então tem investido no turismo, procurando alargar o número de camas disponíveis para os turistas.

    A ilha, com uma área de 42 quilómetros quadrados e cerca de cinco mil habitantes, está a cerca de duas horas e meia de barco da Madeira e tem como ex-líbris a sua praia de areia amarela fina, com nove quilómetros de extensão.

    O autarca recordou que o “Porto Santo esteve durante muitos anos estagnado, mas começam agora a aparecer os grandes frutos” do planeamento anterior, com investimentos de grandes dimensões como um novo hotel de luxo (Pestana Porto Santo) e um “outro que irá funcionar no próximo ano (Colombo´s Resort)”.

    Além disso, “em carteira existem outros projectos que estão a ser discutidos na Câmara", entre os quais o Pestana Dunas e o do consórcio Plaza Prestige (que tem como investidor Cristiano Ronaldo).

    "Neste momento, estamos prestes a atingir as três mil camas, o que era um patamar mínimo estabelecido de promover o Porto Santo de forma autónoma no exterior", realçou Roberto Silva.

    Na sua opinião, "com os projectos apresentados no município, num horizonte de 10 a 15 anos, o Porto Santo poderá ter 7.500 camas, número ideal para marcar o panorama turístico nacional e até internacional".

    Roberto Silva desvalorizou o facto da ilha ser um “destino sazonal", argumentando que isso “não pode ser drama nenhum. Temos é que aproveitar e potenciar essa situação".

    Nos últimos anos, os "portugueses do continente começaram a descobrir a ilha" mas a maior procura continua a ser dos madeirenses, que possuem perto de 80 por cento das 1.200 habitações de Porto Santo que são segunda residência.

    Destino tradicional de férias de milhares de madeirenses, principalmente desde que o ferry "Lobo Marinho" faz a ligação entre as duas ilhas, o Porto Santo tem quadruplicado a população local nos meses de verão.

    Em declarações à Agência Lusa, Roberto Silva justifica este sucesso com “o programa ambicioso” implementado “para desenvolver o Porto Santo, numa Operação Integrada de Desenvolvimento".

    "Foi feito um levantamento das necessidades do Porto Santo que definiu claramente que o turismo era o caminho a seguir” e esse tem sido o trilho percorrido, lembrou.

    No entanto, ainda falta “muita coisa para que a ilha atinja o patamar das 7.500 camas e se possa afirmar como destino turístico auto-sustentável", sublinhou Roberto Silva.

    Um quartel de bombeiros, a ampliação do porto de abrigo, a requalificação de estradas, investimento privado em estruturas de apoio à praia, uma melhor restauração e um hospital são algumas questões pendentes que Roberto Silva quer ver resolvidos.

    Além disso, existe o problema das ligações aéreas e existem “constrangimentos” que “limitam alguns dos que nos querem visitar vindo de Portugal continental” porque as “carreiras regulares não têm dado resposta", explicou Roberto Silva.

    "O Porto Santo é um destino seguro, tranquilo e sossegado, ideal para famílias”, localizando-se a “duas horas das principais capitais europeias” pelo que “tem todas as condições para, dentro de dez anos, se transformar no segundo ou terceiro destino da praia da Europa e até do mundo", defendeu.

    Neste novo século, "os portossantenses têm de se adaptar à nova realidade, mudar algumas mentalidades para fazer do Porto Santo um verdadeiro resort, um caso de sucesso a nível mundial na área do turismo, numa ilha em que é possível fazer praia 300 dias por ano".

    “Temos de continuar a criar condições para que ele seja um verdadeiro paraíso", defendeu Roberto Silva.

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