Al-Qaida procura obter armas de destruição maciça


 

Lusa / AO online   Internacional   9 de Out de 2007, 18:55

A rede terrorista de Usama bin Laden continua a procurar dotar-se de armas de destruição maciça, nomeadamente nucleares e biológicas, e representa ainda "a mais séria ameaça" aos Estados Unidos, afirma hoje um relatório da Casa Branca.
    "Não devemos perder de vista a vontade persistente da Al-Qaida de obter armas de destruição maciça, que o grupo continua a procurar adquirir e utilizar material químico, biológico, radiológico ou nuclear", indica o relatório, intitulado "Estratégia nacional para a segurança interna".

    "Actualmente, a Al-Qaida continua a ser a mais grave e perigosa" das ameaças extremistas contra os Estados Unidos, nota o documento, que exorta a uma coordenação antiterrorista acrescida a todos os níveis do governo.

    "Hoje, a nossa nação está mais segura, mas não estamos ainda em segurança", afirma o presidente George W. Bush, numa carta que acompanha o relatório.

    "Para garantir a segurança do nosso território, não podemos basear-nos simplesmente em atitudes defensivas. Reconhecemos que os nossos esforços devem implicar passar para a ofensiva, a nível nacional e no estrangeiro", para "perturbar os planos do inimigo", adianta.

    A "guerra contra o terrorismo" lançada pelos Estados Unidos após os atentados de 11 de Setembro de 2001 "privou a Al-Qaida do seu refúgio no Afeganistão e degradou a sua rede, com a captura ou a morte dos principais responsáveis do 11 de Setembro", constata o relatório.

    Contudo, acrescenta, "o grupo protegeu os seus principais dirigentes e reconstituiu uma base nas zonas tribais do Paquistão: capacidades fundamentais que ajudariam a facilitar um novo ataque contra o território" dos Estados Unidos.

    Por outro lado, "apesar de nos Estados Unidos termos descoberto apenas um punhado de indivíduos relacionados com o alto comando da Al-Qaida, o grupo vai provavelmente intensificar os seus esforços para infiltrar agentes no território nacional", refere o documento.

    No Verão, um relatório dos serviços de informações norte-americanos intitulado "Al-Qaida em melhor posição para atacar o Ocidente" afirmava que o grupo terrorista tinha recuperado vigor.

    Outras organizações, como o grupo xiita libanês Hezbollah, representam uma ameaça potencial para os Estados Unidos, adianta o relatório divulgado hoje.

    "O Hezbollah poderia admitir atacar o território nacional, se considerasse que os Estados Unidos representam uma ameaça directa contra si ou contra o Irão, o seu principal apoio", indica.

    Os Estados Unidos não estão também ao abrigo de grupos islamitas radicais no seu próprio território, adverte a Casa Branca.

    "Prosseguiremos os nossos esforços para vencer esta ameaça trabalhando com as comunidades islâmicas norte-americanas empenhadas nesta batalha", sublinha.

    O relatório da Casa Branca sublinha por outro lado a necessidade de o país estar pronto para enfrentar as catástrofes naturais, dois anos após a catástrofe provocada pelo furacão Katrina, em Nova Orleães.

    "Os especialistas divergem quanto à intensidade e a frequência previsíveis de futuros furacões, mas a história sugere que a questão não é se, mas sim quando um furacão devastador atingirá as nossas costas", adverte o relatório.

    Bush, acusado há dois anos de não ter reagido com suficiente presteza face ao desastre, garante na sua carta que não ficou "satisfeito com a reacção federal", considerando contudo que os Estados Unidos "estão hoje mais seguros, mais fortes e mais bem preparados" face aos riscos de catástrofes naturais.
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